Tribunal eleitoral no Brasil assina acordo com redes sociais contra as fake news
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Correio do Pantanal

15 fev 2022 às 21:42 hs
Tribunal eleitoral no Brasil assina acordo com redes sociais contra as fake news
Tribunal eleitoral no Brasil assina acordo com redes sociais contra as fake news
Foto: Rui Manuel Ferreira / Global Imagens (Arquivo)

JN/AgênciasOntem às 17:46

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil assinou esta terça-feira um acordo com oito plataformas digitais com o objetivo de combater a difusão de fake news (notícias falsas), nas vésperas das eleições presidenciais de outubro.

“As plataformas digitais e as aplicações de mensagens são hoje um grande espaço público através do qual transita boa parte das ideias e das opiniões”, que antes estavam concentradas “na imprensa profissional”, disse o juiz Luis Roberto Barroso, presidente do TSE, e que é também membro do Supremo Tribunal brasileiro.

O acordo foi assinado com as oito principais empresas tecnológicas e de difusão de mensagens – Twitter, Facebook, TikTok, WhatsApp, Google, Instagram, YouTube e Kwai -, que se unem assim ao tribunal para identificar e bloquear mentiras e informações falsas.

Nas declarações aos jornalistas citadas pela agência de notícias espanhola Efe, Barroso destacou a “relevância” destas empresas para o processo de identificação e eliminação de conteúdos que possam ser “teorias da conspiração e ataques contra a democracia brasileira”.

A preocupação das autoridades eleitorais com as mensagens veiculadas nas redes sociais cresceu desde a campanha de 2018, que levou ao poder o atual Presidente, Jair Bolsonaro, que procura a reeleição este ano.

Nessas eleições constatou-se que houve várias irregularidades, ainda em investigação, sobre o envio de centenas de mensagens automáticas através do serviço de mensagens WhatsApp, que tem cerca de 120 milhões de utilizadores no Brasil, algumas das quais se suspeita terem sido enviadas pelo próprio Presidente e pelos seus apoiantes.

Um exemplo destas mensagens enganadoras é a insistente referência à falta de fiabilidade do voto eletrónico, que Bolsonaro diz – apesar de não haver uma única denúncia comprovada -, estará a ser usado pelos juízes eleitorais como “fraude” para favorecer o antigo chefe de Estado Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva, que lidera todas as sondagens.

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