Tímidos, coxinenses começam a chegar em avenida para a festa
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Correio do Pantanal

28 jun 2018 às 10:21 hs
Tímidos, coxinenses começam a chegar em avenida para a festa

Edição MS,

Foto: PC de Souza

Para comemorar mais uma vitória da seleção brasileira, o coxinense começa a se aglomerar no início da avenida Virgínia Ferreira.

Os torcedores contam com apoio da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que fecharam uma quadra da avenida para que a festa transcorra com tranquilidade.

Grupos de amigos com instrumentos musicais prometem levar a festa até altas horas, então se você está a caminho da avenida poderá “festar” com muita segurança.

Principais lances

Com o resultado, o Brasil enfrenta agora o segundo colocado do grupo F, a seleção do México. Jogo na próxima segunda-feira em Samara.

O FATOR NEYMAR

Enfim, o Brasil teve de seu atacante o que ele de melhor pode oferecer. O primeiro tempo do camisa 10 foi ótimo. Voluntarioso, passou a bola rápido, sem deixar de criar jogadas ao seu estilo, com infiltração e dribles. A elevação de nível do principal jogador da Seleção é algo a ser comemorado por Tite e Cia., principalmente porque a coisa agora afunila. Quanto mais ritmo, melhor. Caiu um pouco no segundo tempo, mas seguiu perigoso e participou do gol de Thiago Silva com a cobrança de escanteio.

A BAIXA

O ponto preocupante da partida foi o problema com Marcelo. Logo no início do jogo, o lateral-esquerdo sofreu um espasmo na região lombar e precisou ser substituído. A imagem dele indo para o vestiário amparado pelo fisioterapeuta Bruno Mazziotti assustou, mas pode ter sido melhor do que se fosse um problema muscular. É aguardar. Bom é que Filipe Luis, o substituto, teve atuação segura.

O FATOR PAULINHO

A Sérvia decidiu adotar uma marcação alta para conter o ataque brasileiro. A linha defensiva tentava empurrar Gabriel Jesus, Willian e Neymar para o mais longe possível do gol. Mas acabaram abrindo caminho para o surgimento de Paulinho na Copa. Ele abriu o placar no seu melhor estilo, infiltrando após lançamento de Coutinho. O Brasil já havia tentado isso duas vezes antes. Tite beijou seus auxiliares no banco, de emoção. O que ele planejara, bancando o camisa 15 antes do jogo, havia dado certo.

THIAGO SILVA MERECE

Não deve ser fácil retornar ao local onde por pouco você não perdeu a vida. Em 2005, isso aconteceu com Thiago Silva em Moscou, quando sofreu uma tuberculose que fez os russos tentarem abreviar sua carreira. Mas ele parece não ter sentido nada disso na Rússia ou fez disso combustível. Com uma Copa impecável até aqui, fez o segundo gol, um prêmio merecido para quem já foi tão criticado. Com atuações convincentes, o beque começa a apagar a imagem da Copa passada, do choro ao cartão bobo. Ponto para o Brasil!

SOUBE SOFRER

Mesmo nas situações mais adversas do jogo, a Seleção teve aspectos a se elogiar. No momento de maior pressão da Sérvia, no segundo tempo, a defesa perdeu proteção e ficou vulnerável, mas não se desestabilizou. Tite foi rápido ao lançar Fernandinho, arrumou a casa e caminhou para a vitória. Passar tendo sofrido apenas um gol, como foi a tônica com o treinador, é sinal de padrão.

O FATOR COUTINHO

Mesmo com Neymar melhor, o meia não deixou de aparecer. O passe para o gol de Paulinho confirma a excelente Copa do camisa 11. E Willian também melhorou, mais participativo e agudo, sobretudo no segundo tempo.

FALTA VOCÊ, JESUS!

Dos homens de frente, quem ainda não deslanchou foi Gabriel Jesus. O atacante teve boas chances no primeiro tempo, mas desperdiçou. O Brasil passa a primeira fase sem ter gol de um camisa 9. Não é normal. Mas, sendo justo, não faltou luta ao atacante. Só que a sombra de Firmino é cada vez maior. Tite vai mudar?

E AGORA?

Com sete pontos, a Seleção Brasileira avançou em primeiro e agora encara o México de Juan Carlos Osorio. O treinador colombiano é velho conhecido da torcida brasileira, pois trabalhou no São Paulo em 2015. Ficou famoso por adotar um esquema de rodízio, ter ousadia para armar seus times, que lhe custaram caro algumas vezes, como na derrota para a Suécia. Mas é bom não vacilar. Até porque o Brasil espera voltar a Moscou, dia 15 de julho, para a final. Até agora, a cidade só fez bem.

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