Teste de ADN pode tirar da cadeia português detido por erro há 37 anos

Correio do Pantanal

13 jan 2023 às 04:58 hs
Teste de ADN pode tirar da cadeia português detido por erro há 37 anos
Norberto Andrade está detido num estabalecimento prisional em Cranston
Norberto Andrade está detido num estabalecimento prisional em CranstonFoto: DR

Teste de DNA pode tirar da cadeia português detido por erro há 37 anos

Norberto Andrade tinha 24 anos, em 1985, quando foi acusado de violação. Agora, 37 anos depois e com 61 anos, o desenvolvimento da tecnologia dos testes de DNA pode tirá-lo da cadeia e comprovar a inocência que sempre clamou.

Um teste de DNA realizado no passado dia 3 de janeiro pode ser decisivo para Norberto Andrade, português de 61 anos que está a cumprir pena de prisão, no estado de Rhode Island, nos Estados Unidos, acusado de uma violação em 1985.

Neste novo teste, beneficiando da evolução tecnológica atual, há indícios de que vestígios encontrados nas unhas da vítima após o ataque não pertencem a Norberto Andrade. Na altura do seu julgamento, em 1987, não foram feitos testes de DNA. A primeira condenação com base neste meio de prova data de 1988.

“O meu cliente sempre reclamou a sua inocência e ele está inocente destas acusações”, disse o advogado, Stefanie Murphy, a 5 de janeiro, em tribunal. “Ele quer ver este caso concluído e ser absolvido destas acusações”, frisou, citado pelo jornal “The Providence Journal“.

Segundo a procuradora-geral adjunta Judy Davis, o Estado ainda está a avaliar os resultados e tem estado em contacto com a mulher que foi atacada.

A vítima tinha então 19 anos e foi violada no seu apartamento, na avenida Abbott, na madrugada de 3 de agosto de 1985, sob ameaça de uma arma branca. Norberto Andrade foi detido por “encaixar” no perfil dado pela vítima – um homem moreno com sotaque português. A sua mãe tinha sido a anterior proprietária do imóvel.

O sargento John Seebeck suspeitou de Norberto Andrade. Quando foi abordado pela polícia, tentou fugir. “Pensámos que poderia ser Norberto, porque ele viveu naquele apartamento. Ele usou a escada de incêndio”, recordou ao mesmo jornal.

A vítima identificou o português, posteriormente, entre seis fotografias de suspeitos que correspondiam à descrição feita. “Fiz o meu trabalho”, declarou John Seebeck, que se reformou como capitão em 2016, após 42 anos na polícia.

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