Suspeito de tiroteio em Buffalo pode enfrentar pena de morte

Correio do Pantanal

16 jun 2022 às 04:26 hs
Suspeito de tiroteio em Buffalo pode enfrentar pena de morte
Suspeito de tiroteio em Buffalo pode enfrentar pena de morte
Foto: AFP

O jovem supremacista branco que matou 10 afro-americanos num ataque racista num supermercado em Buffalo, Nova Iorque (EUA), foi hoje acusado de crimes de ódio federais e pode enfrentar pena de morte se for condenado.

A queixa criminal apresentada contra Payton Gendron coincidiu com uma visita do procurador-geral Marrick Garland a Buffalo, onde se encontrou com as famílias das vítimas do tiroteio.

“Ninguém neste país deveria viver com medo de ir trabalhar ou fazer compras num supermercado e ser atacado por alguém que odeia os outros por causa da cor da pele”, disse Marrick Garland em conferência de imprensa.

O magistrado, que suspendeu as execuções federais em 2021, não descartou usar a pena de morte contra Payton Gendron.

Marrick Garland disse que o Departamento de Justiça vai seguir os procedimentos para avaliar se deve diligenciar a pena capital e que as “famílias e os sobreviventes vão ser consultados” no processo.

Payton Gendron, de 18 anos, já estava a enfrentar uma sentença de prisão perpétua obrigatória sem liberdade condicional.

O caso federal de crimes de ódio é baseado em documentos, nos quais o jovem expôs a sua visão de um mundo radical e racista e uma extensa preparação para o tiroteio, alguns dos quais foram publicados ‘online’ antes do ataque.

Em 1 de junho, um grande júri indiciou o jovem de terrorismo doméstico, motivado por ódio, e uma dezena de acusações de homicídio em primeiro grau.

No dia 14 de maio, pelo menos 10 pessoas foram mortas num tiroteio num supermercado em Buffalo.

As primeiras informações davam conta de que várias pessoas tinham sido alvejadas no supermercado e que o atirador, que não foi identificado, estava detido.

O tiroteio aconteceu no ‘Tops Friendly Market’, um supermercado a cerca de cinco quilómetros a norte do centro de Buffalo, uma área essencialmente residencial, e a polícia fechou o quarteirão.

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