Sonora: Padrasto é condenado a 62 anos de prisão por estuprar e matar menina de 07 anos

Correio do Pantanal

31 out 2021 às 06:17 hs
Sonora: Padrasto é condenado a 62 anos de prisão por estuprar e matar menina de 07 anos

29 OUT 2021Por Redação/EC23h:03

Impacto e Zap

Aparecido Donizete Celestiano, de 64 anos, conhecido como Diabo Loiro, o homem que matou uma menina de sete anos (hoje teria nove anos) asfixiada e violentada em setembro de 2019 em Sonora, foi condenado a 62 anos, 11 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. Na época do ocorrido, Diabo Loiro estava cumprindo pena por estupro de vulnerável, cometido contra um menino de três anos, em 2012, sendo solto em março de 2019 pela justiça por progressão de regime com tornezeleira eletrônica. Audiência ocorreu nesta quinta-feira (28) em segredo de justiça.

Ele estuprou e matou asfixiada a enteada Clara Vitória Simões de Souza, de sete anos. A menina foi encontrada morta ao lado da mãe, Carla Adriana Simões da Silva, de 38 anos, na rua das Jabuticabas, em Sonora.

O crime

Conforme boletim de ocorrência, por volta das 11 horas, o pai de Clara ligou várias vezes para a casa da ex-mulher e não conseguiu falar com a filha. Depois de um tempo, ele tentou de novo e o telefone foi atendido pelo padrasto dizendo que tanto a mulher quanto a menina estavam dormindo.

Desconfiado com a situação, o pai resolveu ir até ao local e quando chegou encontrou Clara morta e a mulher desacordada. A ambulância foi acionado e levou Carla para o Hospital Municipal Rachid Saldanha Derzi. A Polícia Civil e a Perícia Técnica foram acionadas. Questionado sobre o caso, Aparecido disse que na noite anterior, por volta das 22h30, Carla reclamou de dor de cabeça e foi dormir no quarto com a filha.

A primeira informação, relatada pelo suspeito, era de que a mulher tinha dado altas dose de remédios para a criança e se dopado na sequência. O corpo de Clara foi levado para o Instituto Médico Legal (Iml) de Coxim. Durante exame necroscópico foi constatado que a vítima foi morta por asfixia. Também havia vestígios de violência sexual antes e depois da morte. Aparecido foi preso e levado à delegacia e deve responder por homicídio duplamente qualificado e se for constatado, por estupro de vulnerável. Carla já recebeu alta e nesta manhã presta depoimento à polícia. Ela contou que misturou cerveja com remédios, apagou e não viu nada. 

Há sete anos, Aparecido Donizete foi preso por estuprar um menino de três anos. Na época, a prisão ocorreu também na Rua das Jabuticabas, região central da cidade, em março de 2012.

IDEST

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