A vida secreta dos brasileiros que trabalham no ‘Uber do pornô’

Correio do Pantanal

14 out 2019 às 20:40 hs
A vida secreta dos brasileiros que trabalham no ‘Uber do pornô’

Leandro Machado (@machadoleandro) e Mariana Alvim (@marianaalvim)Da BBC News Brasil em São Paulo

Mulher na cama de sutiã segura cédulas de dinheiro
Image captionEm sites de ‘camming’ nacionais e estrangeiros, usuários compram créditos que permitem acessar diferentes tipos de chat – com taxas distintas também

Todos os dias, milhões de brasileiros se conectam à internet para encontrar pessoas que, do outro lado da tela, estão dispostas a se exibir sexualmente ao vivo por meio de webcams.

São trabalhadores e consumidores do camming, um ramo do mercado do sexo relativamente recente no Brasil, diferente de outros países, como na Europa e os Estados Unidos, onde a tendência é mais consolidada.

Por aqui, o protagonista do segmento é o Câmera Privê, conhecido também como CP, um site lançado em 2013 e que se apresenta com a frase “Sexo ao vivo na webcam”.

O site, o maior da América Latina na transmissão de conteúdo erótico ao vivo, apresenta em sua tela inicial fotos de seus modelos registrados — mulheres, homens e trans se exibindo em poses provocativas, às vezes também em casais e grupos.

Os mais ativos e disponíveis conseguem uma posição mais privilegiada, no topo do site. E a competição é grande: o CP conta com aproximadamente 18 mil modelos, dos quais 4 mil estão ativos, ou seja, fazem shows rotineiramente.

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