Sete municípios do interior do estado decretam situação de emergência

Correio do Pantanal

30 maio 2018 às 10:32 hs
Sete municípios do interior do estado decretam situação de emergência

Os decretos foram assinados em cidades do interior que tem pouco ou nada de combustível.

Fila em Caarapó para abastecimento (Foto: Silvio Oliveira / Arquivo pessoal )

Sete municípios do interior de Mato Groso do Sul decretaram situação de emergência, nesta terça-feira (29), por conta da greve dos caminhoneiros. A informação é da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul). As cidades que tomaram a medidas são: Novo Horizonte, Eldorado, Pararanaíba, Amambai, Caarapó, Selvíria e Vicentina.

Segundo a Assomasul, a ação foi adotada para que os prefeitos destes muncipíos possam tomar medidas emergências, como, por exemplo, a compra de merenda escolar de forma mais rápida. Ainda de acordo com a associação, devido a falta de combustível nas cidades do interior, mais municípios devem decretar a situação de emergência.

Os decretos nos 7 municipios foram publicados logo após o governo do estado decretar emergência.

Decreto do Governo do Estado

O documento foi asssinado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) nesta terça-feira (29) e cria o Comitê de Gestão de Crise. A paralisação já está no 9º dia.

Com o decreto, a intenção do governo é evitar a interrupção de serviços essenciais à população, o comprometimento da segurança pública, a paz social e o bem estar das pessoas.

Conforme o governo, a greve dos caminhoneiros tem causado transtornos em estradas, no transporte público, no abastecimento de alimentos, medicamentos, combustíveis e outros bens de primeira necessidade.

Em nota, o governo de Mato Grosso do Sul, afirma que nos últimos dois dias apenas dois caminhões de carga entraram no estado. Trinta municípios estão sem combustíveis e a tendência é que a situação se agrave.

O governo fala ainda que as indústrias do estado pararam por falta de matéria-prima e de condições de transporte, causando prejuízo de cerca de R$ 100 milhões po dia. A categoria, conforme o estado, emprega mais de 120 mil trabalhadores.

O governo finaliza a nota dizendo que não debate a legitimidade do movimento, mas tem tomado medidas para proteger a população.

Conforme dados das polícias rodoviárias, até o fim da manhã desta terça-feira havia 33 pontos de manifestação em vias estaduais, 24 em federais e mais 6 bloqueis em rodovias da União.

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