Tecnologia, eficácia e prazos. O que se sabe das 11 vacinas mais avançadas?
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Correio do Pantanal

23 nov 2020 às 17:21 hs
Tecnologia, eficácia e prazos. O que se sabe das 11 vacinas mais avançadas?

São onze as vacinas que estão mais perto de dar resposta à enorme procura mundial por um passo firme na luta contra a covid-19

Tecnologia, eficácia e prazos. O que se sabe das 11 vacinas mais avançadas?
© EPA

DN/AFP23 Novembro 2020 — 13:22

Das 48 vacinas experimentais contra a covid-19 que se encontram atualmente em testes clínicos em humanos, apenas 11 entraram na fase 3, a última antes da homologação pelas autoridades, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A seguir um ponto de situação sobre as primeiras vacinas que podem chegar ao mercado.

“RNA mensageiro”, a vanguarda:

Estas são atualmente as vacinas potenciais que parecem as mais avanças e que utilizam uma tecnologia inovadora, que consiste em injetar nas células humanas fragmentos de instruções genéticas chamadas RNA mensageiro, para que produzam proteínas ou “antígenos” específicos de coronavírus. Estas proteínas serão enviadas ao sistema imunológico, que então produzirá anticorpos.

Pfizer: O grupo farmacêutico americano e seu sócio alemão BioNTech apresentaram resultados completos da fase 3 com uma eficácia de 95% nos participantes. Na sexta-feira solicitaram à Agencia de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos uma autorização para a vacina, o primeiro fabricante a dar este passo nos Estados Unidos e Europa.

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Moderna: A empresa americana de biotecnologia anunciou na segunda-feira que a sua vacina tem eficácia de 94,5%. Planeia produzir 20 milhões de doses até o fim do ano.

Tecnologia do vírus inativado, bem conhecida:

Várias vacinas apostam nesta tecnologia: os agentes infecciosos do SARS-CoV-2 são tratados quimicamente, ou por calor, para perder a nocividade, ao mesmo tempo que conservam a capacidade de provocar uma resposta imunológica. É a forma mais tradicional de vacinação.

Sinovac: A empresa de biotecnologia chinesa iniciou um teste de fase 3 para a “CoronaVac” com milhares de voluntários, principalmente no Brasil.

Sinopharm, outro laboratório chinês, tem dois projetos de vacinas com institutos de pesquisas chineses. O país prevê uma capacidade de produção até o fim do ano de 610 milhões de doses por ano de várias vacinas contra a covid-19 e o governo já autorizou o uso urgente de algumas delas.

A empresa indiana Bharat Biotech começou a recrutar em novembro quase 26 mil pessoas para a sua “COVAXIN”, desenvolvida com o apoio do governo, e aposta em uma vacina disponível no primeiro semestre de 2021.

Vacinas de vetores virais:


As vacinas de “vetor viral” usam como suporte outro vírus mais virulento, transformado para adicionar uma parte do vírus responsável pela covid-19. O vírus modificado penetra nas células das pessoas vacinadas, que fabricam uma proteína típica do SARS-CoV-2, educando seu sistema imunológico a reconhecer o novo coronavírus.

AstraZeneca, grupo anglo-sueco, e a Universidade de Oxford: Esta vacina utiliza como vetor viral um adenovírus. De acordo com os resultados intermediários publicados nesta segunda-feira (23), a vacina tem eficácia de 70%, com uma variação de 62% a 90% de acordo com a dose aplicada. A AstraZeneca afirma que deseja avançar rapidamente na produção em série de três mil milhões de doses que estarão disponíveis em 2021.

Johnson & Johnson (dois testes clínicos): A empresa americana iniciou dois testes clínicos da sua candidata, composta por um adenovírus modificado, uma de apenas uma dose e a outra com duas doses. Em todo o mundo 90 mil voluntários devem participar na pesquisa. Os resultados são aguardados para o primeiro trimestre de 2021.

CanSino Biological: A empresa chinesa desenvolveu a “Ad5-nCoV” em conjunto com o exército, uma vacina baseada em adenovírus. Os testes de fase 3 começaram no México, Rússia e Paquistão.

Sputnik V: Desenvolvida pelo Centro de Pesquisas em Epidemiologia Gamaleya, em parceria com o ministério russo da Defesa, esta vacina baseia-se na utilização de dois vetores virais, dois adenovírus. Os russos anunciaram recentemente uma eficácia de 92%. Porém, o l instituto Gamaleya foi acusado de romper os protocolos habituais para acelerar o processo científico. Várias políticos russos anunciaram que foram vacinados com a Sputnik V.

Uma vacina de proteína recombinante:

Novavax: A empresa de biotecnologia americana trabalha em uma vacina chama “subunitária” recombinante. O coronavírus possui em sua superfície algumas pontas (proteínas virais) para entrar em contato com as células e infectá-las. Estas proteínas podem ser reproduzidas e apresentadas depois ao sistema imunológico para provocar uma reação. A Novavax iniciou em setembro o teste clínico de fase 3 no Reino Unido e no fim de novembro deve começar um teste nos Estados Unidos. Dados preliminares são aguardados no primeiro trimestre de 2021.

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