Fila para marcar consulta e cirurgia para 2020 dá voltas em quarteirão em BH
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Correio do Pantanal

15 nov 2019 às 07:14 hs
Fila para marcar consulta e cirurgia para 2020 dá voltas em quarteirão em BH

São usuários do SUS que chegam de todo o estado de Minas. No Centro de Especialidades Médicas da Santa Casa, em BH, são feitos, em média, 53 mil procedimentos por mês.

Por Jornal Nacional

Milhares de pessoas enfrentam fila em BH para marcar consultas e cirurgias no SUS

Milhares de pessoas enfrentam fila em BH para marcar consultas e cirurgias no SUS

Milhares de pessoas passaram o dia, em Belo Horizonte, em uma fila para marcar consultas no SUS. Os procedimentos são apenas para 2020.

A fila começou de madrugada e deu volta em três quarteirões do Centro de Especialidades Médicas da Santa Casa, na capital mineira. São usuários do SUS que chegam de todo o estado de Minas com um papel indicando que as marcações começavam nesta quinta-feira (14).

De acordo com o gerente do centro, Andrilino Machado, são feitos, em média, 53 mil procedimentos por mês. Ele afirmou que as marcações vão até o dia 20 de dezembro e todos serão atendidos. “É esperado no primeiro dia um grande volume de pessoas. Hoje, ao contrário dos outros 11 anos, o volume foi muito maior. As pessoas, talvez, na tentativa de ficarem livres de compromisso, vieram hoje e estão sendo atendidas”, disse.

Às 15h30, as cadeiras estavam vazias, mas o atendimento não tinha acabado. Até aquele momento tinham sido atendidas cerca de 3.500 pessoas.

A Prefeitura de Belo Horizonte declarou que vai cobrar agilidade da Santa Casa. “A gente já vem numa conversa com a Santa Casa exatamente para tentar melhorar essa marcação. Já sinalizamos isso para a próxima conversa com eles, como prioridade de discussão de possibilidade de mudança desse processo”, explicou André Luiz de Menezes, gerente da rede complementar de saúde da Prefeitura de Belo Horizonte.

O Ministério da Saúde declarou que a gestão do SUS é compartilhada e que cabe aos municípios a execução dos serviços e organização da rede de assistência. Afirmou ainda que o Ministério da Saúde vem apoiando as gestões locais para o atendimento eletivo e liberou recursos adicionais.

Dona Adir Campos Pacheco, de 76 anos, esperou três horas e meia para marcar a consulta com um mastologista para janeiro de 2020. “Eu dependo, eu não tenho condições de pagar um plano de saúde. Consegui, graças a Deus”, disse a aposentada.

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