Princesa Latifa pede à polícia para reabrir caso da irmã raptada há 20 anos

Correio do Pantanal

25 fev 2021 às 18:59 hs
Princesa Latifa pede à polícia para reabrir caso da irmã raptada há 20 anos

A filha do emir do Dubai, que disse ter sido feita “refém” pelo pai, pediu às autoridades britânicas para que seja reaberto o caso sobre o rapto da irmã mais velha, que terá ocorrido numa rua de Cambridge, há cerca de duas décadas.

A princesa Latifa diz que foi feita refém pelo pai, o emir do Dubai. Pede agora que se investigue o caso
A princesa Latifa diz que foi feita refém pelo pai, o emir do Dubai. Pede agora que se investigue o caso da irmã mais velha, que será muito semelhante ao que está a viver© EPA/FREE LATIFA CAMPAIGN

DN25 Fevereiro 2021 — 11:00

Aprincesa Latifa, filha do emir do Dubai, que disse ter sido feita “refém” pelo pai, pediu à polícia britânica para que seja reaberto o caso do rapto da sua irmã mais velha, Shamsa, que desapareceu numa rua de Cambridge, há cerca de 20 anos, quando tentava fugir. Um caso que será semelhante ao da princesa Latifa.

Numa carta partilhada com a BBC, que terá sido escrita em 2019, Latifa disse que a reabertura do processo pode ajudar a libertar a princesa Shamsa, que terá sido capturada por ordem do seu pai, Mohammed bin Rashid al-Maktoum, governante do Dubai e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos, .

A princesa Shamsa, agora com 39 anos, nunca foi vista em público desde que tinha 18. A emissora britânica tentou ter uma reação do governo do Dubai à cata enviada pela princesa Latifa, mas não obteve respostas.

“Este é um assunto muito complexo e sério”, reage a polícia britânica que está a analisar a carta de Latifa

Em 2019, um tribunal superior determinou que o emir Mohammed bin Rashid al Maktoum raptou as duas filhas e manteve-as presas contra a sua vontade.

À BBC, a polícia de Cambridgeshire disse ter recebido a carta de Latifa, revelando que esta “será analisada”, como sendo parte de uma investigação que está em curso.

“Este é um assunto muito complexo e sério e, como tal, existem pormenores do caso que seria impróprio discutir publicamente”, lê-se ainda no comunicado da polícia. O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico fez saber que este é um assunto provado e que não tem qualquer intervenção na investigação.

Escreve a BBC que parte do crescimento da princesa Shamsa aconteceu no Reino Unido e que recebeu uma educação ocidental.

O primo Marcus Essabri recorda que Shamsa “queria fazer a diferença para as mulheres, especialmente no mundo árabe”. Terá sido nessa altura que começou a enfrentar problemas.

A princesa escreveu ao primo, em setembro de 1999, nove meses antes da sua fuga, a contar que não tinha autorização do pai para prosseguir os estudos na universidade e que estava a pensar em fugir.

Foi o que tentou fazer no verão de 2000, mas sem sucesso. Terá sido capturada por um grupo de homens associados ao emir. Desde então nunca mais foi vista em público.

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