Porta-voz do aiatola Al-Sistani infetado antes da visita do Papa

Correio do Pantanal

25 fev 2021 às 18:36 hs
Porta-voz do aiatola Al-Sistani infetado antes da visita do Papa
Mural em Bagdade alusivo à visita da Papa Francisco
Mural em Bagdade alusivo à visita da Papa FranciscoFoto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP

JN/AgênciasHoje às 19:37

Um caso de contaminação de covid-19 no gabinete do aiatola Ali al-Sistani, máxima autoridade religiosa xiita do Iraque, poderá pôr em perigo o encontro previsto para 6 de março com o Papa Francisco na cidade santa iraquiana de Najaf.

Segundo reportou, esta quinta-feira, a agência noticiosa oficial iraquiana INA, trata-se do porta-voz de al-Sistani, o xeque Ahmed al-Safi, que apresentou um teste positivo ao novo coronavírus, estando, porém, em situação “estável”.

O Papa Francisco tem previsto efetuar uma visita apostólica ao Iraque de 5 a 8 de março.PAPA VAI ENCONTRAR-SE COM GRANDE AIATOLA SISTANI NA VISITA AO IRAQUEVER MAIS

“O porta-voz da autoridade religiosa, o xeque Ahmed al-Safi, foi contagiado com o coronavírus e o seu estado de saúde é estável”, noticiou a INA numa breve nota, sem adiantar pormenores.

Desconhece-se se o porta-voz esteve recentemente em contacto com Al-Sistani, 90 anos, cujo encontro com Francisco decorrerá num dos centros de peregrinação mais importantes da ala xiita do Islão.

No entanto, ao contrário do aiatola, o xeque Al-Safi reside noutra cidade sagrada xiita do Iraque, em Kerbala, de onde habitualmente pronuncia os discursos e sermões religiosos atribuídos a Al-Sistani devido à sua idade avançada.

A agência noticiosa espanhola EFE contactou o gabinete de Al-Sistani para obter mais pormenores sobre a situação, mas não obteve resposta.

Al-Sistani, nascido no Irão em 1930, instalou-se em Najaf, 160 quilómetros a sul de Bagdade, em 1950 e é uma das figuras mais reconhecidas e respeitadas no Iraque.

Nos últimos anos, o aiatola tem defendido uma maior moderação no discurso religioso e a luta contra o grupo jiadista Estado Islâmico, tendo mediado várias crises políticas no país, em especial durante os protestos de outubro de 2019, em que se posicionou ao lado dos manifestantes.

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