Eduardo Bolsonaro desiste de ser embaixador nos EUA

Correio do Pantanal

23 out 2019 às 17:39 hs
Eduardo Bolsonaro desiste de ser embaixador nos EUA

Eleito líder parlamentar do PSL, o terceiro filho do presidente da República diz ser mais útil no Brasil neste momento. A sua nomeação, feita pelo pai em julho, levantou muitas críticas desde o início.

Eduardo Bolsonaro, filho do presidente do Brasil, é deputado federal
Eduardo Bolsonaro, filho do presidente do Brasil, é deputado federal© REUTERS/Joshua Roberts

João Almeida Moreira, São Paulo

Odeputado Eduardo Bolsonaro anunciou em plenário da Câmara dos Deputados do Brasil que desistiu de concorrer ao posto de embaixador dos EUA, uma intenção revelada em julho pelo seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, que despertou forte resistência no Congresso, na sociedade e na imprensa por suspeitas de nepotismo e pela suposta falta de habilitações do deputado.

O motivo oficial para a desistência é a eleição de Eduardo para líder parlamentar do PSL, partido envolvido em guerra fratricida nas últimas semanas, com a família Bolsonaro e os seus apoiantes de um lado e o presidente do partido Luciano Bivar e os seus fiéis do outro. Do Japão, onde está em visita oficial, Jair Bolsonaro disse que, “para pacificar o partido”, seria melhor o seu terceiro filho continuar no Brasil.

Eduardo verbalizou essa decisão: “Foi uma decisão em que eu estava a pensar há muito tempo, nós escutamos conselhos de muita gente, além disso, há a questão do meu eleitorado (…) Seria um papel a ser desempenhado, mas aqui no Brasil também acho que tenho um papel tão importante quanto ou talvez mais”.

Segundo o deputado, a decisão não partiu do seu pai mas dele mesmo.

Para ser nomeado, Eduardo precisaria ainda da aprovação do Senado, que parecia dividido ou inclinado a vetar o seu nome.

Na altura do lançamento dessa intenção pelo seu pai, criou controvérsia Eduardo ter justificado a nomeação por ter “fritado hambúrgueres nos EUA”.

A crise no PSL que Eduardo tem agora a missão de contornar, resultou de acusações de corrupção entre as duas alas do partido, com um esquema fraudulento de candidaturas femininas fantasmas como pano de fundo. Bolsonaristas convictos, acabaram por ficar do outro lado da barricada e assim romperam com a família no poder.

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