Família denuncia policial militar por surrar adolescente de 13 anos em Coxim
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Correio do Pantanal

28 out 2019 às 09:19 hs
Família denuncia policial militar por surrar adolescente de 13 anos em Coxim

Moradores relatam que vítima é um menino querido por todos e que cabo tem muitos problemas com a vizinhança

Família denuncia policial militar por surrar adolescente de 13 anos em CoximMoradores relatam que vítima é um menino querido por todos e que cabo tem muitos problemas com a vizinhança

Sheila Forato

Foto: Arquivo Pessoal

Uma família da Vila São Paulo, em Coxim, denunciou o policial militar por surrar um adolescente de 13 anos, na noite de quinta-feira (24). A denúncia às polícias Militar e Civil foram feitas pela tia da vítima, Patrícia Neri da Silva de 40 anos.

Segundo a tia, o cabo Fabiano Timóteo agrediu o menino com socos, deixando várias lesões pelo corpo franzino. Todos os envolvidos moram no mesmo bairro e quem conhece o adolescente está revoltado com a situação.

O rosto da vítima, principalmente na região dos olhos, ficou marcado por hematomas devido aos socos. Entretanto, foram as agressões nas costas, que colocam a vida do menino em risco.

Ele nasceu com um dos rins paralisados e as pancadas nessa região causaram hemorragia, sendo que a vítima precisou ser transferida no sistema vaga zero, na noite deste sábado (25), para Campo Grande.

De acordo com o Hospital Regional Álvaro Fontoura, no momento em que foi transferido o adolescente já estava urinando sangue. No início da tarde deste domingo (26) a informação da família é que ele vai ter de passar por uma cirurgia para conter a hemorragia.

“O rim bom também foi prejudicado”, relatou à tia. A mãe do adolescente Virgínia Neri, de 37 anos, acompanha o filho. Sob forte emoção, ela não tem conseguido falar sobre o caso, apenas pede que todos se unam em oração pela vida do seu filho. “Independente da religião de cada um, orem pelo meu filho”, pediu chorando.

À nossa redação já chegaram duas versões para o ocorrido. Uma delas que a vítima brincava com outras crianças na rua e uma teria jogado pedra no portão da mãe do cabo, que mora ao lado. Já o cabo, teria dito, que o menino pulou o muro da sua residência.

Patrícia conta que estava sentada no quintal de casa, por volta das 20 horas e viu uma pessoa correndo, logo em seguida gritos. “Fui em direção aos gritos e presenciei meu sobrinho sendo surrado. A cena não sai da minha cabeça, ele pedia para o agressor parar e avisava que só tinha um rim”, relembrou.

Ainda de acordo com a tia, depois de ser flagrado, o policial parou de bater. Foi quando seu sobrinho deitou na calçada e começou a vomitar. “Foi um desespero”, definiu a tia, que ligou para a mãe da vítima, que também mora no bairro, e juntas providenciaram o socorro.

Vizinhos contam que não é o primeiro problema que o policial tem na Vila São Paulo, que em outras oportunidades situações foram relevadas, porém, os próprios moradores classificam que desta vez passou dos limites.

Edição MS continua trabalhando no caso. Entramos em contato com o cabo acusado, oportunizando que ele dê a sua versão, e aguardamos a mesma. Na manhã desta segunda-feira (28) nossa reportagem vai ouvir o comando do 5º BPM (Batalhão da Polícia Militar). Informações extraoficiais dão conta de que o major Luiz Cesar de Souza Herculano determinou a abertura de procedimento para apurar o caso.

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