Papa adia Sínodo dos Bispos para outubro de 2023

Correio do Pantanal

21 maio 2021 às 16:56 hs
Papa adia Sínodo dos Bispos para outubro de 2023
Papa Francisco
Papa FranciscoFoto: EPA

JN/AgênciasHoje às 14:46

O Vaticano anunciou esta sexta-feira que a 16.ª assembleia geral do Sínodo dos Bispos se realiza em outubro de 2023, um ano depois do que estava previsto.

A assembleia geral do Sínodo dos Bispos será precedida por um processo inédito de consulta, com assembleias diocesanas e continentais.

O XVI Sínodo dos Bispos, cujo tema é “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”, inicialmente previsto para outubro de 2022, agora será dividido em três fases, entre outubro de 2021 e outubro de 2023, passando por uma diocesana e outra continental, que dará vida a dois “Instrumentum Laboris”, documentos de trabalho, até chegar à assembleia final com os mais altos representantes da Igreja reunidos em Roma.

Em comunicado, o Vaticano explica que essas mudanças vão garantir uma “escuta real” a todos os fiéis e que “não será apenas um acontecimento, mas um processo”, que envolverá fiéis, bispos e o Papa.

O secretário do Sínodo, Mario Grech aconselhou paciência para um evento eclesial que requer a presença dos bispos em Roma adiando-o para 2023, o que permite aplicar melhor a Constituição Apostólica “Episcopalis communio”, através da qual o Papa Francisco já mudou a forma de organizar o Sínodo em 2018.

Em setembro de 2018, o Papa publicou a constituição apostólica “Episcopalis Communio” (Comunhão Episcopal) com a qual reforçou o papel do Sínodo dos Bispos, sublinhando a importância de continuar dinâmica do Concílio Vaticano II (1962-1965).

Em mais de 50 anos, as assembleias sinodais foram sempre consultivas, mas o Papa recorda que, segundo o Direito Canónico, o Sínodo goza de “poder deliberativo”, quando lhe é concedido pelo pontífice.

A nova constituição apostólica promove uma aproximação das assembleias sinodais ao modelo dos concílios ecuménicos [mundiais], como o que foi realizado entre 1962 e 1965, em quatro sessões.

A abertura do Sínodo de 2023 acontece no Vaticano, sob a presidência do Papa, nos dias 9 e 10 de outubro deste ano, e em cada diocese católica, a 17 de outubro, sob a presidência do respetivo bispo.

Até abril de 2022 será realizada uma consulta com todos os fiéis por meio de um documento preparatório, acompanhado de um questionário e de propostas.

Outra novidade é que haverá uma fase de debates a nível continental, de setembro de 2022 a março de 2023.

As novas regras não alteram a participação na assembleia final do conselho episcopal que será realizada no Vaticano e onde poderá votar apenas uma mulher, a subsecretária, a freira francesa Nathalie Becquart.

O tema da sinodalidade, que a Igreja define como “caminhar juntos” na tomada de decisões, será o assunto do próximo sínodo.

Além das ordinárias, o Papa também pode decidir convocar algumas extraordinárias, como a última dedicada à Amazónia, enquanto a XV assembleia episcopal foi dedicada aos jovens.

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