Os jovens de Hong Kong que prometem ofuscar a celebração dos 70 anos da Revolução Comunista da China

Correio do Pantanal

29 set 2019 às 08:54 hs
Os jovens de Hong Kong que prometem ofuscar a celebração dos 70 anos da Revolução Comunista da China

Claudia JardimDe Hong Kong para a BBC News Brasil

Estudantes antes de manifestação em Hong Kong
Image caption1o de outubro marcam as comemorações da revolução comunista que deu origem à República Popular da China, mas jovens de Hong Kong planejam protesto

A mochila de Charlie W. pesa, mas ali há pouco espaço para livros. Máscara anti-gás, luvas, capacete, óculos de natação e de esqui —são parte do uniforme que o estudante de 18 anos carrega a cada nova manifestação, “19 até agora”, conta com precisão. Há quatro meses a rotina de Hong Kong vem sendo alterada por protestos em defesa de direitos civis e políticos que desafiam o poder central de Beijing.

“Chegamos num ponto sem saída, se não lutarmos agora, não haverá garantia de nenhum direito civil no futuro”, afirma Charlie W., estudante de Ciências da Universidade Chinesa de Hong Kong, um dos bastiões do pensamento anti-comunista.

A rebelião nas ruas de Hong Kong ofusca e foge ao controle do ambiente político que Beijing havia preparado para este 1º de outubro, quando será comemorado os 70 anos da revolução comunista que deu origem à República Popular da China. Carregado de simbolismos, o Partido Comunista chinês e seu líder Xi Jinping querem mostrar ao mundo a façanha da construção da segunda maior potência econômica global, “a poderosa nação” nas palavras de Xi.PROPAGANDA

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No entanto, a promessa do “sonho chinês” de uma nação economicamente forte e próspera não convence a maioria dos hongkonguenses, em especial os jovens, que são maioria nos protestos.

Neste domingo, 29, Hong Kong viveu um novo dia de caos em uma marcha convocada contra o “imperialismo chinês”. Bombas de gás lacrimogêneo, jatos de água e gás pimenta foram disparados para dispersar protestos em três diferentes pontos da cidade. Manifestantes reagiram com coquetel molotov e pedras contra os policiais. Duas grandes avenidas no centro foram bloqueadas com barricadas. Uma estação do metrô foi alvo de vandalismo e teve que ser fechada. Já na periferia da cidade, nos chamados “novos territórios”, houve manifestação pró-Beijing.nullTalvez também te interesse

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