‘Não demonstra arrependimento’, diz delegado sobre adolescente suspeito de matar menino em MS

Correio do Pantanal

15 mar 2018 às 11:44 hs
‘Não demonstra arrependimento’, diz delegado sobre adolescente suspeito de matar menino em MS

Criança foi encontrada morta no telhado de uma casa. Garoto de 17 anos confessou.

Menino de 10 anos foi encontrado morto em telhado (Foto: Reprodução/TV Morena)

Menino de 10 anos foi encontrado morto em telhado (Foto: Reprodução/TV Morena)

Para a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, o adolescente suspeito de matar Vítor Figueiredo Rodrigues, de 10 anos, em Nova Andradina, “não demonstra arrependimento”. “No final do depoimento dele disse: agora posso ir embora?”, comenta o delegado André Luiz Novelli Lopes.

Ainda de acordo com o delegado, o garoto de 17 anos não tinha passagens pela polícia, não estava sob efeito de bebidas alcoólicas e nem de entorpecentes quando matou o menino. Ele foi localizado na tarde de terça-feira (13), poucas horas após o corpo ter sido encontrado e agora está na Unidade Educacional de Internação de Dourados.

O adolescente não alegou um motivo específico para o crime. Falou à polícia que chegava da balada na manhã de domingo (11), viu a criança, teve vontade de abusar dela e ao confirmar que não tinha ninguém olhando, lhe ofereceu um tênis, atraindo-o para a casa onde o matou. Eles já se conheciam.

Morte

A casa onde o menino entrou é do pai do adolescente e não tinha ninguém no local. O suspeito tirou a bermuda da criança e tentou estuprá-la. Ela reagiu com gritos e choros e então o garoto a matou esganada.

O adolescente colocou o corpo nos ombros e o deixou no telhado da garagem da casa vizinha, onde o cadáver foi encontrado em estado de putrefação na manhã de terça-feira. “Ele [suspeito] é magro, porém muito forte. Trabalha como servente de pedreiro ajudando o pai”, diz o delegado.

O corpo estava nú. Ao lado a bermuda, os chinelos e ainda um casaco de moletom do suspeito.

Desaparecimento

O corpo de Vítor foi encontrado dois dias após ele ter desaparecido. Ele saiu de casa por volta das 8h (de MS) de domingo (11), foi abordado em seguida, quando seguia em direção à residência da avó, onde a mãe o aguardava. Um trajeto de cerca de 100 metros, aproximadamente uma quadra e meia de distância.

Cerca de 5 minutos depois, a mãe ligou para o esposo pedindo para Vítor levar uma panela de pressão à avó. Eles então verificaram que havia algo errado, passaram a procurar pela criança e avisaram a polícia.

Moletom, celular e boné do adolescente; bermuda e chinelos da vítima (Foto: Liziane Zarpelon/TV Morena)Moletom, celular e boné do adolescente; bermuda e chinelos da vítima (Foto: Liziane Zarpelon/TV Morena)

Moletom, celular e boné do adolescente; bermuda e chinelos da vítima (Foto: Liziane Zarpelon/TV Morena)

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