Violada por professor, polícia, advogado e ginecologista. O pesadelo de uma jovem kosovar

Correio do Pantanal

1 nov 2019 às 15:10 hs
Violada por professor, polícia, advogado e ginecologista. O pesadelo de uma jovem kosovar

A história de uma adolescente do oeste do Kosovo chocou o país e provocou um debate público sobre a condição das mulheres. Presidente kosovar classificou o caso como “trágico e monstruoso”

Violada por professor, polícia, advogado e ginecologista. O pesadelo de uma jovem kosovar

DN

Seis indivíduos, entre eles um professor do ensino secundário, um polícia e um advogado, foram indiciados esta quarta-feira pela justiça do Kosovo pela violação durante dois anos de uma adolescente, que também se viu obrigada a abortar, informou o Ministério Público daquele país, citado pelo El Mundo .

Os seis suspeitos, entre os quais está o ginecologista responsável pelo aborto, foram acusados de “abuso sexual”, “abuso de uma situação dominantes” e pela gravidez da vítima como resultado da agressão sexual.

Os abusos começaram quando a adolescente tinha 16 anos, ocorreram repetidamente em 2017 e 2018 e foram revelados em fevereiro pelo site kosovar de investigação InsajderiDe acordo com o portal, a jovem teve pela primeira vez relações sexuais com o seu professor, que lhe prometeu casar-se com ela em 2017. Porém, descobriu que o indivíduo era casa e tinha filhos, tendo-o denunciado às autoridades.

No entanto, o polícia a quem apresentou a queixa ameaçou contar aos pais da jovem que ela tinha um relacionamento com o professor, prometendo silêncio caso ela concordasse em encontrar-se com ele num hotel quatro vezes por semana. Entretanto, a jovem engravidou em janeiro deste ano e o polícia levou-a para a capital do Kosovo, Pristina, onde a obrigou a abortar.

É já nesta fase que o advogado designado a violou, assim como o ginecologista. Sobre os outros dois supostos violadores, nada foi revelado.

A história desta adolescente kosovar está a chocar a população daquele país e tem provocado um grande debate público e no parlamento sobre a condição das mulheres numa sociedade muito conservadora. O próprio presidente do Kosovo, Hashim Thaçi, classificou este caso como “trágico e monstruoso”.

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