Urnas no Afeganistão são fechadas para contagem de votos em eleição sob ameaça do Talibã

Correio do Pantanal

28 set 2019 às 15:22 hs
Urnas no Afeganistão são fechadas para contagem de votos em eleição sob ameaça do Talibã

Resultado preliminar deverá ser divulgado em 17 de outubro. Houve ataques durante o pleito, segundo a Reuters, mas medidas de segurança impediram violência em larga escala.

Por G1

Afeganistão vai às urnas, apesar de ameça de ataques do Talibã

Afeganistão vai às urnas, apesar de ameça de ataques do Talibã

Foram fechadas, por volta das 17h10 (horário local; 09h40 no horário de Brasília) deste sábado (28), as urnas para as eleições presidenciais do Afeganistão. Os resultados preliminares deverão ser divulgados em 17 de outubro e os finais, em 7 de novembro.

Os combatentes do Talibã atacaram vários locais de votação em todo o país para impedir o processo, mas medidas intensas de segurança impediram a violência em larga escala, diz a Reuters.

Houve alegações, segundo a agência, de que a votação teve falhas e que o nível de participação foi baixo. Já havia temores de que o processo pudesse ter fraudes.

Destacam-se dois candidatos, dos 18 em disputa: Ashraf Ghani, atual presidente em busca da reeleição, e seu chefe de governo, Abdullah Abdullah.

Ashraf Ghani, atual presidente em busca da reeleição, e seu chefe de governo e concorrente, Abdullah Abdullah. — Foto: Rahmat Gul e Ebrahim Noroozi / AP Photo

Ashraf Ghani, atual presidente em busca da reeleição, e seu chefe de governo e concorrente, Abdullah Abdullah. — Foto: Rahmat Gul e Ebrahim Noroozi / AP Photo

Se nenhum candidato conseguir 51% dos votos, os dois candidatos na liderança irão disputar um segundo turno.

O futuro chefe de Estado liderará um país em guerra, no qual 55% da população vive com menos de dois dólares por dia, e onde o conflito com os insurgentes matou mais de 1,3 mil civis no primeiro semestre de 2019, de acordo com a ONU.

Mulheres afegãs em fila para votação — Foto: Hoshang Hashimi / AFP Photo

Mulheres afegãs em fila para votação — Foto: Hoshang Hashimi / AFP Photo

As eleições ocorrem no momento em que as conversas entre o Talibã e os Estados Unidos estão paralisadas, o que tira a perspectiva de um diálogo entre agências, entre o governo e os insurgentes, para alcançar a paz.

O grupo rebelde multiplicou as advertências para cerca de 9,6 milhões de eleitores, com o objetivo de impedi-los de ir às urnas. Na quinta-feira (26), eles alertaram que seus ataques se concentrarão nos “escritórios e centros de votação”.

Em jogo nas eleições deste sábado (28) está a legitimidade de um futuro presidente para se apresentar como um interlocutor essencial para o diálogo pela paz – embora ainda seja necessário esperar que os talibãs concordem em negociar com um poder até agora tachado como “fantoche de Washington”.

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