Nobel da Paz 2019 vai para primeiro-ministro da Etiópia

Correio do Pantanal

11 out 2019 às 05:25 hs
Nobel da Paz 2019 vai para primeiro-ministro da Etiópia

(em atualização) O premiado com o Nobel da Paz de 2019 é o primeiro-ministro da Etiópia Abiy Ahmed. No poder desde abril de 2018, o laureado foi destacado pelos acordos de paz com a vizinha Eritreia

Filomena Naves e Patrícia Viegas

Opremiado com o Nobel da Paz de 2019 é o primeiro-ministro da Etiópia Abiy Ahmed, foi esta sexta-feira anunciado em Oslo, na Noruega.​​​​​​ O prémio vale nove milhões de coroas suecas, ou seja, a cerca de 830 mil euros.

Decidido à porta fechada por um comité de cinco pessoas nomeadas pelo Parlamento norueguês, este era um dos prémios aguardados com maior expetativa desta temporada Nobel, face às especulações sobre o eventual vencedor.

O primeiro-ministro etíope era, nalgumas apostas, o segundo entre os favoritos para vencer o Nobel da Paz. Em causa está o seu trabalho para reforçar a democracia na Etiópia desde que tomou posse, em abril de 2018, com a libertação de presos políticos e a nomeação de um governo paritário, assim como a assinatura dos acordos de paz com a vizinha Eritreia (pondo fim a um conflito de 20 anos).

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The Norwegian Nobel Committee has decided to award the Nobel Peace Prize for 2019 to Ethiopian Prime Minister Abiy Ahmed Ali.#NobelPrize #NobelPeacePrize

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Na carta de nomeação de Abiy Ahmed, divulgada pelos jornais locais, lê-se que o político de 43 anos é “um símbolo de paz e justiça numa região onde os líderes políticos têm governado pela violência, tirania e violação dos direitos humanos” e por ser “um líder transformacional em equidade e direitos humanos dentro da Etiópia”.

A favorita nas apostas era a jovem sueca de 16 anos Greta Thunberg, ativista em defesa do clima, mas acabou por não ser escolhida pelo comité Nobel. Entre os nomes falados estava também o da chefe do governo neo-zelandês, Jacinda Ardern, pela sua resposta ao atentado terrorista contra as mesquitas de Christchurch. E o de organizações como a Repórteres Sem Fronteiras ou o Comité para a Proteção dos Jornalistas.

O novo laureado sucede aos premiados com o Nobel da Paz em 2018, o médico Denis Mukwege, que dedicou sua vida à defesa de vítimas de violência sexual em tempo de guerra no seu país, a República Democrática do Congo, e a Nadia Murad, a yazidi que foi vítima de violência sexual por parte do Estado Islâmico no Iraque. Nadia Murad conseguiu fugir e denunciou ao mundo as atrocidades sofridas – por ela própria e por muitos outros jovens e mulheres da sua etnia.

Na segunda-feira, 14 de outubro ​​​​​​​será conhecido o vencedor – ou vencedores – na área da Economia, o último Nobel desta temporada.

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