Kim Jong-un recusa convite para visitar Coreia do Sul
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Correio do Pantanal

21 nov 2019 às 20:18 hs
Kim Jong-un recusa convite para visitar Coreia do Sul

Coreia do Sul vai ser palco da cimeira dos países da ASEAN. Convite foi feito por carta.

Um dos três encontros entre Kim Jong-un e Moon Jae-in. Este a 21 de setembro de 2018, em Pyongyang.
Um dos três encontros entre Kim Jong-un e Moon Jae-in. Este a 21 de setembro de 2018, em Pyongyang.© KCNA via REUTERS

DN/Lusa

Olíder da Coreia do Norte recusou esta quinta-feira um convite de Seul para visitar a Coreia do Sul na próxima semana, noticia a agência de notícias norte-coreana.

O convite a Kim Jong-un, feito pelo chefe de Estado da Coreia do Sul, Moon Jae-in, tinha como objetivo garantir a presença do líder norte-coreano na cimeira dos países do Sudeste Asiático (ASEAN), que se realizar na cidade portuária de Busan, Coreia do Sul.

De acordo com fontes oficiais citadas pela KCNA, o líder da Coreia do Norte recebeu a carta pessoal do chefe de Estado sul-coreano no dia 5 de novembro, mas acabou por rejeitar o convite.

Na notícia sobre a rejeição do convite, a agência oficial da Coreia do Norte comenta as posições considerando que Seul não está a cumprir os acordos estabelecidos entre os dois Estados e que está a ceder às pressões norte-americanas.

O presidente da Coreia do Sul, que continua a tentar promover mais um encontro ao mais alto nível, já se reuniu três vezes com Kim Jong-un desde 2018, tendo conseguido abrir os canais que permitiram os contactos diretos entre o líder norte coreano e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Nos últimos meses, Pyongyang tem criticado Seul devido à realização de exercícios militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

No início desta semana, Seul e Washington anunciaram o cancelamento das manobras militares conjuntas previstas para dezembro para apoiar o diálogo sobre a desnuclearização com a Coreia do Norte.

“Tomamos esta decisão como um gesto de boa vontade para contribuir para um ambiente propício à diplomacia e à paz”, explicou o secretário de Estado da Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper.

“Alentamos a República Popular Democrática da Coreia [nome oficial da Coreia do Norte] a que demonstre a mesma boa vontade”, disse Esper, ao mesmo que instou Pyongyang a “voltar à mesa de negociações sem condições prévias ou dúvidas a respeito”.

Os aliados tinham previsto realizar exercícios aéreos em dezembro, o que levou a críticas de Pyongyang apesar de a escalada de manobras se ter reduzido.

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