Irã anuncia novas violações de acordo nuclear
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Correio do Pantanal

4 nov 2019 às 16:52 hs
Irã anuncia novas violações de acordo nuclear

País anunciou que está operando 60 centrífugas avançadas e trabalha em um protótipo ainda mais avançado que as máquinas em operação. Os anúncios representam mais violações do pacto de não proliferação nuclear firmado em 2015.

Por G1

Irã anuncia inauguração de 30 centrífugas nucleares

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Irã anunciou, nesta segunda-feira (4), que está operando 60 centrífugas avançadas do tipo IR-6, o que representa mais uma violação do acordo nuclear firmado em 2015 com várias potências mundiais.

O número de centrífugas avançadas em operação no país é, agora, o dobro do que era previamente conhecido.

O chefe do programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi, anunciou, ainda, que os iranianos trabalham em protótipos de uma outra centrífuga, a IR-9, ainda mais avançada que as IR-6.

Uma centrífuga do tipo IR-6 consegue produzir urânio enriquecido dez vezes mais rápido que os aparelhos IR-1, que eram os permitidos sob o acordo. Já a centrífuga IR-9 seria capaz de trabalhar 50 vezes mais rápido que as IR-1.

O trato com as potências mundiais determinava que o Irã só poderia usar 5.060 centrífugas IR-1 para enriquecer urânio, girando rapidamente gás hexafluoreto de urânio.

Ao iniciar as centrífugas IR-6, o Irã reduziu ainda mais o prazo de um ano estimado por especialistas, segundo a Associated Press, como sendo suficiente para que Teerã construa uma arma nuclear, caso queira.

Inaceitável, diz ministro

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, em foto de 29 de outubro — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, em foto de 29 de outubro — Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters

O anúncio do Irã põe em risco o acordo com as potências mundiais, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, que pediu que Teerã retorne ao acordo original.

“O Irã construiu centrífugas muito avançadas, que não cumprem o acordo”, declarou Maas em entrevista coletiva em Budapeste, na Hungria. “Eles anunciaram no início de setembro que não cumpririam o acordo nuclear e achamos isso inaceitável”, afirmou.

Quebras do acordo

O país persa aceitou firmar o pacto com Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha em troca de que a ONU suspendesse as sanções contra o país.

Em maio do ano passado, entretanto, o presidente americano, Donald Trump, retirou os Estados Unidos do acordo. Em retaliação, o governo iraniano vem quebrando várias partes do pacto. Em setembro, o país abandonou os limites para pesquisa e desenvolvimento nuclear, e, em julho, ultrapassou o limite do estoque de urânio enriquecido previsto no trato.

Sanções dos EUA

O Departamento do Tesouro anunciou, nesta segunda-feira (4) que aplicou mais sanções econômicas contra nove pessoas que representam interesses do líder supremo do país, Ali Khamenei.

São funcionários que trabalham nas forças armadas, na Justiça, no próprio gabinete de Khamenei e em um conselho administrativo.

Sequestro de embaixada

O anúncio desta segunda-feira (4) marca os 40 anos do sequestro de 52 diplomatas e cidadãos americanos na embaixada dos Estados Unidos em Teerã. Os reféns ficaram presos por 444 dias. Várias comemorações foram organizadas na capital iraniana nesta segunda em homenagem à data.

Na ocasião, estudantes iranianos capturaram a embaixada depois que os EUA permitiram que o xá Reza Pahlevi viajasse ao país para tratamento médico.

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