Autor de atropelamento em Münster deixa carta culpando pais

Correio do Pantanal

9 abr 2018 às 11:30 hs
Autor de atropelamento em Münster deixa carta culpando pais

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© Reuters

autor do atropelamento mortal do último sábado (7) em Münster, na Alemanha, deixou uma carta na qual culpa os pais pelos problemas psicológicos e dá conta da sua mania da perseguição e de instintos suicidas. O documento de 92 páginas mostra “as palavras de um chorão que se converteu em um assassino”, segundo escreveu nesta segunda-feira (9) o jornal Bild sobre o homem que atropelou com um ônibus diversas pessoas. Duas vítimas morreram no atropelamento, que deixou 20 feridas e terminou com o suicídio do suspeito, com um tiro na cabeça.

 O texto explica que o homem quis se matar pela primeira vez com sete anos e que desde pequeno teve episódios violentos, pelos quais responsabiliza diretamente os seus pais. A carta relata que o pai e a mãe o teriam ignorado e maltratado desde o nascimento. Além disso, teria o hábito de chamá-lo de doente mental.

O homem acusou esse histórico de ter originado uma série de problemas de comportamento, entre os quais a impotência sexual, que o impediu de manter relações sexuais e de ter “sentimentos normais pelas mulheres”. Por essa razão, também declarou ter medo de ser visto como homossexual.

Jens R. reparte também culpa o seu círculo de amigos que supostamente o espiavam, os clientes que não lhe pagaram os trabalhos de desenhador e os médicos, por uma operação nas costas que deixou sequelas permanentes.

A polícia alemã disse no domingo (8) que uma mulher de 51 anos e um homem de 65 anos são as duas vítimas mortais do atropelamento provocado no oeste da Alemanha por um homem “com problemas psiquiátricos”. Um comunicado conjunto da polícia e da Procuradoria-Geral alemã confirma que o autor do atropelamento, que se matou em seguida ao ataque,  era um homem alemão de 48 anos, que vivia em Münster.

A ocorrência causou o pânico na Alemanha, que reviveu o medo de um atentado ‘jihadista’ até o condutor ser identificado como alguém com problemas psiquiátricos.  “é um cidadão alemão, e não um refugiado ou algo parecido”, destacou o comunicado, para afastar rumores e especulações. Com informações da Lusa.

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