MS está entre os estados que mais desrespeitam quarentena, aponta estudo

Correio do Pantanal

4 abr 2020 às 21:28 hs
MS está entre os estados que mais desrespeitam quarentena, aponta estudo

MIDIAMAX

Mapa: In Loco

A taxa de isolamento social aumentou nos últimos dias em Mato Grosso do Sul, mas o estado ainda está entre os que mais desrespeitam a quarentena. Um estudo aponta que MS é o quinto estado com menos pessoas em casa. O índice de isolamento social é de 48,1%, ou seja, mais da metade da população está nas ruas. 

O estudo é da In Loco, uma empresa que monitora a população pelo localizador dos celulares. Com 48,1% de pessoas em casa, MS está entre os cinco estados com os piores índices de isolamento social. O estado só fica atrás do Tocantins (45,04%), Roraima (45,75%), Rondônia (46,91%) e Mato Grosso (47,08%).

Goiás é o estado com o melhor índice de isolamento, com 60,14% das pessoas em casa. Em segundo lugar, o Distrito Federal tem índice de 57,58%, seguido por Pernambuco com 57,42%, Ceará com 56,40% e Piauí com 56,48%.

Mapa: In Loco

Como funciona o mapeamento? 

A ferramenta será utilizada de forma interna pelo Governo do Estado para direcionar ações de enfrentamento ao Coronavírus nos municípios com menos adesão ao isolamento. O módulo de software disponibilizado pela In Loco, permite que o governo mapeie a movimentação de pessoas dentro de regiões específicas, e identifique as localidades que estão cumprindo ou não os protocolos de distanciamento social. Os dados coletados consideram um perímetro de 450 metros da residência do usuário.

A tecnologia foi desenvolvida para respeitar a privacidade das pessoas. Isso significa que a empresa não consegue identificar diretamente os usuários dos smartphones mapeados. “A única informação coletada é a localidade do aparelho, por meio de sensores presentes nos smartphones, como Wi-Fi, Bluetooth, GPS, entre outros. Portanto, não temos acesso aos dados de identificação civil como nome, RG, CPF e endereço de e-mail, por exemplo”, explica o CEO da In Loco, André Ferraz.

O projeto direcionado ao combate do coronavírus, respeita não apenas a privacidade dos indivíduos mas todos os aspectos legais previstos na Constituição Federal, Marco Civil da Internet, o Código de Defesa do Consumidor, o Código Civil e se enquadra na Lei Geral de Proteção de Dados que entrará em vigor em agosto de 2020.

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