Governo assina acordo com a Bolívia e faz avançar projeto de termelétrica na fronteira

Correio do Pantanal

5 jun 2019 às 11:26 hs
Governo assina acordo com a Bolívia e faz avançar projeto de termelétrica na fronteira

MIDIAMAX

Governador Reinaldo na solenidade. Foto. Assessoria

Acordo assinado pelo governador Reinaldo Azambuja com o presidente da Bolívia, Evo Morales, fez avançar o projeto de construção de usina termelétrica em Ladário com investimentos privados de 300 milhões de dólares. O compromisso foi assinado nesta terça-feira (4) em Santa Cruz de La Sierra.

No documento, a estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos S/A) compromete-se a fornecer 1,1 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia para a Termelétrica Fronteira, combustível por meio do qual será feita a produção de energia elétrica. Já o investimento para a construção da usina será feito pela Camaçari RJ Participações.

“Vamos poder juntos, governo boliviano, governo de Mato Grosso do Sul, a Global e a Camaçari gerar energia, então vocês, além de fornecer o gás, vão ser sócios de um empreendimento que vai poder gerar energia e irrigar as linhas de transmissão no Brasil”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja na solenidade.

Reinaldo destacou também a parceria com o governo boliviano que tem expandido parcerias comerciais. Além do gás, o acordo assinado abrangeu o comércio de uréia. “Poder fazer essa parceria na importação de uréia e do potássio é importante. O Brasil importa todo o potássio consumido de outros países e hoje podemos ter outra oportunidade que é a compra do potássio produzido na Bolívia para a produção agropecuária no Brasil”, completou.

Termelétrica

Pelas regras, ela precisa apresentar documentação para comprovar que terá disponibilidade do gás natural para manter a termelétrica, daí a importância do acordo assinado por MS com a Bolívia.

Durante a assinatura, Reinaldo convidou autoridades bolivianas a visitarem Três Lagoas para que conheçam o potencial de produção de celulose do município com o intuito que a UFN3 – cujas obras foram paralisadas com 81% de execução e investimento de R$ 4 bilhões – também possa fazer a compra direta do gás boliviano quando iniciar suas atividades. A previsão é que a empresa vá consumir 2,2 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente quando entrar em funcionamento. (Com assessoria)

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