Número dois do Unicef renuncia após acusações de assédio

Correio do Pantanal

23 fev 2018 às 09:28 hs
Número dois do Unicef renuncia após acusações de assédio

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Justin Forsyth nega que demissão tenha relação com o caso (Foto: Reprodução)

O diretor-executivo adjunto acrescentou que renunciava ao cargo para evitar “causar prejuízo” ao Unicef, à Save the Children e à sua “ampla causa” em prol das crianças e dos mais desfavorecidos, na qual lembrou ter trabalhado durante 30 anos.

Enquanto trabalhava para a Save the Children, entre 2011 e 2015, Forsyth foi acusado por três funcionárias de enviar-lhes mensagens de texto inadequadas, comentar a roupa que usavam ou o que sentia por elas. O caso foi revelado pela imprensa britânica nesta quarta-feira.

Forsyth, que estava no Unicef desde 2016, considerou que a cobertura do seu caso não tenta só fazer-lhe “prestar contas (com razão)”, mas é uma “tentativa de causar prejuízo sério” à causa que defendem as organizações em que trabalhou e à ajuda que prestam.

O Unicef afirmou que a diretora Henrietta Fore aceitou a demissão de seu adjunto. “Agradecemos a Forsyth pelo trabalho feito nos dois últimos anos para defender as crianças mais vulneráveis e ajudar que o Unicef avançasse na sua missão de salvar as vidas dessas crianças”, afirmou o fundo.

O Unicef assegurou ainda que não tinha conhecimento das acusações de comportamento inapropriado apresentadas contra diretor-executivo adjunto.

A revelação do episódio ocorreu num momento em que outra organização humanitária internacional, a Oxfam, enfrenta um escândalo após a descoberta de graves infrações e abusos sexuais cometidos por certos funcionários em países como Haiti, Chade, Sudão do Sul ou Libéria.

Uma das denúncias indicou que ex-diretores e funcionários da Oxfam encobriram em 2010 orgias e pagaram prostitutas, algumas possivelmente menores de idade, no Haiti, país na altura devastado por um terremoto que matou mais de 100 mil pessoas.

Diante o escândalo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, decretou uma regra de tolerância zero a qualquer comportamento sexual inapropriado que seja cometido dentro da organização ou das respectivas agências.

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