Justiça impede mulher chamada Dilma de trocar nome para Manuela
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Correio do Pantanal

3 set 2019 às 06:34 hs
Justiça impede mulher chamada Dilma de trocar nome para Manuela

Luis Barrucho – @luisbarruchoDa BBC News Brasil em Londres

Dilma P. e processo
Image captionDilma P., de 37 anos, pede mudança de seu nome de batismo pelas chacotas que vem sofrendo desde que ex-presidente sofreu impeachment. (Crédito: Kako Abraham/BBC)

A Justiça de São Paulo negou a uma mulher chamada Dilma a possibilidade de trocar de nome. Na ação, ela dizia que passou a sofrer “bullying” por ser homônima da ex-presidente do Brasil e queria se chamar Manuela, como a BBC News Brasil noticiou em maio do ano passado.

A advogada de Dilma P., Isabelle Strobel, afirmou que sua cliente vai recorrer da decisão.

Em nova entrevista à reportagem, Dilma P. diz que ficou triste com o desfecho.

“Continuo sofrendo bullying. Sei que o impeachment já aconteceu e a Dilma (Rousseff) aparece menos no noticiário. Mas não posso falar meu nome sem que pessoas deem risada. Não quero mais este nome”, afirma.

Segundo a decisão judicial a que a BBC News Brasil teve acesso, “Dilma constitui prenome corriqueiro, sem qualquer conotação deletéria em si. Em princípio, não se trata de nome notoriamente vexatório”, escreveu o juiz Fábio Henrique Falcone Garcia, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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