Itália vai começar a vacinar crianças já este mês

Correio do Pantanal

3 dez 2021 às 06:10 hs
Itália vai começar a vacinar crianças já este mês

Itália vai começar a vacinar crianças entre os cinco e 12 anos contra a covid-19 a partir de 16 de dezembro, anunciou, esta quinta-feira, o gabinete do comissário especial designado pelo governo para gerir a pandemia.

A child, 11, receives the Pfizer-BioNTech Covid-19 vaccine for children in Montreal, Quebec on November 24, 2021. – Today is the first day that children are allowed to receive the version of the vaccine designed for children aged 5 to 11 years old in Canada. (Photo by Andrej Ivanov / AFP)

As doses da vacina Pfizer-BioNTech “representam uma primeira parcela que vai continuar em janeiro e estará disponível a partir de 15 de dezembro, para que todos os postos de vacinação nas regiões e províncias autónomas possam vacinar as crianças a partir de 16 de dezembro”, indicou o gabinete do general Francesco Figliuolo, em comunicado.OS PAÍSES QUE JÁ ESTÃO A VACINAR CRIANÇAS CONTRA A COVID-19VER MAIS

A Agência Farmacêutica Italiana (AIFA) aprovou na noite de quarta-feira a injeção da vacina em menores, seguindo a recomendação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), em novembro.

A injeção do fármaco será feita com um terço da dose aplicada em adultos e adolescentes, com uma fórmula específica, e será dada em dois momentos, com um intervalo de três semanas entre a primeira e a segunda dose.

Pouco antes do anúncio de Figliuolo, a região de Lácio (centro), cuja capital é Roma, avisou que as reservas para aceder à vacina poderiam ser solicitadas pelos pais dos menores a partir de 13 de dezembro nos 78 mini-centros de vacinação preparados.

“Haverá pediatras, médicos, enfermeiras e até palhaços para que os mais pequenos se sintam confortáveis”, disse o conselheiro regional de saúde, Alessio D’Amato, em nota.

Segundo a AIFA, os dados disponíveis sobre a vacina pediátrica “demonstram um elevado nível de eficácia e não há sinais de alerta em termos de segurança”.

Neste sentido, o documento recorda que embora a infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 seja “mais benigna em crianças, em alguns casos pode levar a consequências graves”, como o desenvolvimento da síndrome inflamatória multissistémica que pode levar à necessidade de cuidados intensivos.

No dia 25 de novembro, a EMA aprovou a extensão da atual licença europeia da Pfizer e BioNtech para o uso da sua vacina contra a covid-19 em crianças entre os cinco e os 11 anos.

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