Boris: mentiras, gafes e sucessos no percurso do primeiro-ministro britânico

Correio do Pantanal

13 dez 2019 às 17:19 hs
Boris: mentiras, gafes e sucessos no percurso do primeiro-ministro britânico

O primeiro-ministro conquistou a maior maioria para o Partido Conservador desde Margaret Thatcher. Para trás ficam os tempos de estudante, de jornalista, de deputado, de presidente da câmara de Londres, de chefe da diplomacia e um primeiro mandato em que enfrentou uma oposição feroz, até dentro do próprio partido

Susana Salvador13 Dezembro 2019 — 17:23

Boris Johnson não se limitou a ganhar as eleições britânicas. Conquistou o melhor resultado para o Partido Conservador desde a década de 1980, quando Margaret Thatcher era a líder. Aos 55 anos, e depois de um primeiro mandato como primeiro-ministro de 142 dias em que enfrentou uma oposição feroz, escreve mais um capítulo do percurso que o levou de presidente da Oxford Union até à chefia da diplomacia, com uma carreira de jornalista e correspondente em Bruxelas pelo meio, assim como de deputado e presidente da câmara de Londres.

Johnson assumiu a chefia do governo a 24 de julho, após as eleições no Partido Conservador em que derrotou Jeremy Hunt, que lhe tinha sucedido na chefia da diplomacia. Mas herdou um governo de minoria de Theresa May, que se demitiu por não conseguir que o Parlamento aprovasse o seu Brexit. Depois de renegociar com Bruxelas mas ser obrigado pelos deputados (incluindo do seu partido) a pedir uma nova extensão do prazo de saída da União Europeia, Boris arriscou tudo e pediu de novo a palavra aos eleitores.

Uma aposta que ganhou, com a conquista de 365 deputados, longe do Labour que só elegeu 203.

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Mais um sucesso num percurso cheio de altos e baixos.

Estudante: presidente da Oxford Union e membro do Bullingdon Club

Alexander Boris de Pfeffel Johnson nasceu a 19 de junho em Nova Iorque, filho de pais britânicos da classe alta. O bisavô era o jornalista otomano e político Ali Kemal, que foi morto durante a guerra da independência turca.

Em criança viveu nos EUA, no Reino Unido e em Bruxelas, tendo sido enviado para um colégio interno em Ashdown House, no sudeste de Inglaterra, para concluir os estudos preparatórios. Acabaria por ganhar uma bolsa para estudar no colégio de Eton, onde trocou o familiar Al [como era tratado em família] e passou a ser conhecido como Boris.

Depois de ser atacado no colégio interno por causa das suas raízes turcas e de viver em Bruxelas, Johnson decidiu agir. “Como autoproteção, começou a aperfeiçoar uma personalidade excêntrica inglesa, uma figura aparentemente desajeitada em roupas esfarrapadas que escondiam uma mente empenhada em sobreviver. Quando foi para Eton, essa versão pública de Al estava a tornar-se mais extravagante – uma transformação que ele impôs ao mudar para o nome mais distinto de Boris”, escreveu Sonia Purnell, autora do livro biográfico Just Boris: A Tale of Blond Ambitionnum artigo no The Guardian.

De Eton, Boris seguiu para Oxford, com uma bolsa para Estudos Clássicos, onde acabaria por chegar a presidente do clube de debates Oxford Union – depois de uma primeira candidatura falhada, alterou o seu discurso para relativizar as suas ligações conservadoras e centrar o concurso na sua personalidade. Segundo Purnell, a sua presidência não foi particularmente memorável, tendo inclusive havido questões sobre a sua competência e seriedade.

Boris Johnson, quando era presidente da Oxford Union, com a então ministra da Cultura grega, Melina Mercouri
Boris Johnson, quando era presidente da Oxford Union, com a então ministra da Cultura grega, Melina Mercouri, em 1986.© ARQUIVO REUTERS/Brian Smith

Também em Oxford fez parte do clube Bullingdon Club (ao qual pertenceu o seu adversário na corrida à liderança dos Tories, Jeremy Hunt), conhecido pelos seus atos de vandalismo em restaurantes e nos quartos dos seus membros. O clube de elite, exclusivamente masculino e formado maioritariamente por antigos alunos de Eton, era também conhecido pela ostentação da riqueza.

Jornalista: a citação inventada e o “papão” vindo de Bruxelas

Licenciado em Oxford e casado com Allegra Owen, filha de um historiador de arte e de uma escritora italiana, Boris Johnson usaria as ligações familiares para conseguir um estágio no jornal TheTimes. “A estrela de Eton e Oxford recebeu um trabalho de baixo nível e, desesperado por glória, inventou uma citação para tornar uma história mais sumarenta e atribuiu-a ao padrinho, o académico Colin Lucas”, escreveu Purnell no The Guardian.

A citação era sobre um alegado jovem amante do rei Eduardo II. “Lucas reclamou ao diretor Charlie Wilson, que demitiu o jovem estagiário”, conclui Purnell. Não seria a última vez que Boris Johnson seria apanhado numa mentira e que isso lhe custaria o emprego.

A saída do The Times abriu-lhe as portas no The Daily Telegraph, onde foi promovido com apenas 24 anos a correspondente em Bruxelas. Estávamos em 1989 e desde a capital europeia criou uma “narrativa convincente de que tudo o que emanava da UE era ou maluco ou sinistro”, segundo Purnell, que foi sua número dois no escritório do Telegraph de Bruxelas. Nas palavras do próprio, tratava-se de atirar pedras sobre o muro do jardim e ouvir os vidros da estufa a partirem-se.

“Eu vi toda a União Europeia mudar. Foi um momento maravilhoso para estar lá”, contou Boris ao programa da BBC Desert Island Discs, em 2005. “O muro de Berlim caiu e os franceses e alemães tinham de decidir como é que iam responder a este acontecimento e o que a Europa se iria tornar e havia esta pressão fantástica para criar uma política única, para criar uma resposta ao histórico problema alemão, e isto produziu as mais fantásticas tensões no Partido Conservador”, lembrou. “Descobri que era tipo arremessar as pedras sobre o muro do jardim e ouvir este incrível acidente vindo da estufa vizinha, na Inglaterra, já que tudo o que escrevia de Bruxelas estava a ter um efeito explosivo incrível no Partido Conservador, e isso realmente deu-me uma estranha sensação de poder”, acrescentou.

“Quando deixou Bruxelas, cinco anos depois, Johnson era um dos comentadores favoritos de Margaret Thatcher – o estandarte de um novo tipo de Tory, um conservador irreverente e moderno, que rapidamente lançaria a sua meteórica carreira política”, escreveu o The Washington Post, lembrando a fórmula encontrada por Boris. Defendia que a União Europeia era liderada pelos diabólicos franceses e os alemães obcecados pelas regras, que estavam desejosos de passar todo o tipo de lei desenhadas para “cortar as asas” de um outrora grande Reino Unido.

Como outro antigo correspondente disse, tornou o jornalismo eurocético numa “forma de arte”, mesmo que tendo apenas ligeiras semelhanças com a verdade. O The Washington Post dá alguns exemplos dessas histórias, como a escreveu sobre a União Europeia querer padronizar o tamanho dos preservativos, tendo rejeitado um pedido dos italianos para uns mais pequenos.

Quando regressou a Londres em 1994, tornou-se diretor adjunto do The Telegraph e principal colunista político, começando também a escrever na revista Spectator, de que acabaria por se tornar diretor em 1999. Boris teria aceitado o cargo depois de alegadamente renunciar a qualquer ambição política, mas dois anos depois chegava à Câmara dos Comuns.

Deputado: ausente e demitido do governo-sombra por mentir

Em 2001, Johnson foi eleito deputado por Henley, e, apesar de ter prometido aos eleitores que deixaria o cargo na revista, acabaria por mantê-lo durante mais quatro anos. Não obstante os problemas, seria reeleito deputado em 2005.

Foi enquanto deputado que, apanhado numa nova mentira, seria novamente despedido por desonestidade – desta vez de ministro-sombra da Cultura. A mentira foi relacionada com a sua vida pessoal: Boris negou as notícias de um caso extraconjugal com uma das suas colunistas da Spectator, Petronella Wyatt, que veio a revelar-se verdadeiro (terá durado quatro anos e incluído dois abortos).

Na altura, há muito que Boris se tinha divorciado da primeira mulher e casado, em 1993, com Marina Wheeler, que conhecera em Bruxelas e com quem teve quatro filhos. E com quem legalmente ainda é casado, apesar de viverem separados e de estar em curso o processo de divórcio. A atual namorada é Carrie Symonds.

Mas, um ano após ser demitido, Boris era nomeado ministro-sombra da Educação Superior pelo novo líder conservador, David Cameron, optando então por deixar o cargo na Spectator. Continuou contudo a escrever no Telegraph, tendo sido obrigado a pedir desculpas quando comparou a constante mudança de líderes do Partido Conservador ao canibalismo na Papua-Nova Guiné. Uma de muitas gafes que tem ao longo da carreira.

Ministro-sombra da Educação Superior, em 2006.
Ministro-sombra da Educação Superior, em 2006.© REUTERS/Toby Melville

Segundo os registos da Câmara dos Comuns, citados por Purnell, seguiu quase sempre a disciplina de voto do Partido Conservador (apesar de ter participado apenas em cerca de metade das votações), mas votou contra os Tories, por exemplo, na lei que permite aos transexuais mudarem legalmente o seu género. Em 2003, votou a favor da invasão norte-americana do Iraque, apesar de depois ter sido um crítico dessa operação.

Mayor de Londres: Do “Boris bus” aos canhões de água e Jogos Olímpicos

Sem o destaque que queria no Parlamento britânico, Boris Johnson pôs os olhos na câmara de Londres e acabaria por ser eleito não para um, mas para dois mandatos (de 2008 a 2016). Isto apesar de ter ficado claro que não tinha quaisquer planos, parecendo ir ao sabor da opinião pública, mostrando também em várias ocasiões que não aceita bem as criticas e que procura sempre dar a volta à situação.

Na campanha para líder conservador, Boris Johnson tem falado várias vezes do seu sucesso à frente da câmara de Londres, nomeadamente no que diz respeito à diminuição do crime. De facto, os homicídios caíram de 22 por milhão de habitantes para 12, mas já vinham em queda do seu antecessor, Ken Livingstone. E os crimes com armas brancas só começaram a cair a partir de 2012 (sendo certo que voltaram a subir a partir de 2016, com o novo mayor Sadiq Khan). Apesar dos cortes a nível nacional, o número de polícias na capital subiu durante os seus mandatos (mas em menos de mil novos elementos).

Em termos de habitação, segundo a BBC, também houve um aumento de 94 mil casas a preços acessíveis, mais do que o antecessor, mas, como a definição deste conceito mudou, não é possível comparar os dois números.

Um dos pontos-chave do seu mandato era o regresso dos autocarros de dois andares vermelhos, com a porta traseira aberta, que permitia entrar e sair em qualquer ponto do percurso e não apenas nas paragens. O Routemaster ou “Boris bus”, como ficou conhecido, chegou a Londres em 2012, mas, quatro anos depois, Khan deixou-os cair por serem demasiado caros para construir. Antes disso, a porta traseira já tinha sido fechada.

Boris é um fã de bicicletas.
Boris é um fã de bicicletas.© ARQUIVO REUTERS/Action Images/Paul Harding Livepic

A nível de transportes, Boris Johnson sempre foi conhecido por andar de bicicleta para todo o lado. O programa de incentivo ao aluguer de bicicletas foi lançado em julho de 2010 e o número de alugueres chegou aos 10,3 milhões no seu último ano como presidente da câmara, mas os críticos lembram os altos custos do projeto (11 milhões de libras por ano) ou que o projeto já era do seu antecessor, Ken Livingstone. As bicicletas são conhecidas como “Boris bikes”.

Outro falhanço na sua política foram os três canhões de água para controlar multidões, que se ofereceu para testar e mostrar que eram seguros, apesar dos alertas dos peritos a dizer que não eram adequados a Londres. Os canhões nunca chegaram a ser usados e acabaram vendidos por 11 mil libras – tinham sido comprados por 320 mil libras.

Após receber a bandeira olímpica, no final dos Jogos de 2008, em Pequim.
Após receber a bandeira olímpica, no final dos Jogos de 2008, em Pequim.© ARQUIVO REUTERS/Phil Noble

Um dos momentos mais memoráveis da sua passagem pela câmara de Londres foi quando, em 2012, ficou preso a andar numa tirolesa por cima de Victoria Park, como parte das celebrações dos Jogos Olímpicos. “Está a correr bem, está muito bem organizado”, disse às pessoas que estavam no solo, antes de pedir uma escada. Seria puxado até ao fim da tirolesa por uma corda. Apesar de tudo, os Olímpicos foram considerados um sucesso (apesar dos custos elevados de converter o Estádio Olímpico num campo de futebol).

Também chocou quando, numa visita ao Japão, fez uma “placagem” a uma criança de 10 anos, enquanto jogava rugby, que deixou o menor no chão.

A placagem no Japão.
A placagem no Japão.© ARQUIVO REUTERS

Outros projetos que ficaram pelo caminho: uma ilha-aeroporto no estuário do Tamisa, que foi rejeitada por motivos ambientais, assim como uma “ponte- jardim”, que nunca chegou a avançar mas custou pelo menos 43 milhões de libras aos cofres públicos.

Chefe da diplomacia: gafes que custaram caro

Ainda antes de chegar ao fim do seu segundo mandato como presidente da câmara de Londres, Johnson procurou ser novamente eleito deputado – sabendo que o próximo líder conservador tem de estar no Parlamento britânico, acabando eleito em maio de 2015 por Uxbridge and South Ruislip (considerado um lugar garantido para os conservadores).

Em fevereiro de 2016, Johnson tornou-se um dos rostos da campanha do Brexit (depois de alegadamente ter escrito duas colunas, uma para cada lado do referendo), lançando-se na campanha que iria terminar com a vitória do “sim” e na demissão do então primeiro-ministro David Cameron. Parecia que tinha chegado a hora de Boris, mas uma traição daquele que era considerado o seu diretor de campanha, Michael Gove, acabou com as suas expectativas. Gove lançou-se na corrida primeiro.

Boris Johnson na campanha pelo Brexit.
Boris Johnson na campanha pelo Brexit. © ARQUIVO REUTERS/Darren Staples

Mas seria Theresa May a ser eleita. E, para surpresa geral, nomeou Boris Johnson chefe da diplomacia, sendo que tinha retirado a essa pasta o Brexit. A ideia, dizem alguns, era mantê-lo fora de Londres e da política interna o maior tempo possível. Logo quando foi conhecida a nomeação, o então líder dos Liberais-Democratas Tim Farron disse que Boris iria passar “mais tempo a pedir desculpa aos países que tinha ofendido” do que a trabalhar como chefe da diplomacia.

Um dos seus momentos negativos na chefia da diplomacia foi quando fez uma declaração incorreta sobre Nazanin Zaghari-Ratcliffe, de dupla nacionalidade iraniana e britânica, condenada no Irão por alegada espionagem. Boris disse que ela estava a “ensinar jornalismo às pessoas”, antes de recuar e dizer que não tinha dúvidas de que ela estava de férias no país. O mal estava feito: as declarações reforçaram a ideia de Teerão de que ela estava envolvida em propaganda contra o regime, aumentando o seu tempo de prisão e acabando com negociações para que pudesse ser libertada. Ainda está detida.

Boris Johnson durou apenas dois anos como chefe da diplomacia, demitindo-se em julho de 2018 em oposição ao plano de Brexit de Theresa May (votaria a favor dele mais tarde, no Parlamento). Fora do governo, retomou a sua plataforma preferida: a sua coluna no Telegraph.

Primeiro-ministro e o Brexit

“As probabilidades de ser primeiro-ministro são as mesmas de encontrar Elvis em Marte, ou de eu reencarnar como uma azeitona”, gracejou Boris há quinze anos, quando lhe perguntaram sobre as suas aspirações ao poder. Mas, à primeira tentativa (recuou na anterior oportunidade), Boris venceu confortavelmente Jeremy Hunt na corrida à liderança dos conservadores, a 24 de julho, assumindo depois a chefia do Estado. Esta quinta-feira, venceu a primeira eleição a nível nacional.

Na altura da luta pela liderança, enumerou quatro desafios para o futuro: cumprir o Brexit, unir o país, derrotar Jeremy Corbyn e dinamizar o país. Menos de cinco meses depois, conseguiu um: derrotar Corbyn.

Boris Johnson à chegada à sede do Partido Conservador, após a vitória.
Boris Johnson à chegada à sede do Partido Conservador, após a vitória.© REUTERS/Toby Melville

A promessa que repetiu até à exaustão, de ter o Brexit até 31 de outubro, foi quebrada quando o Parlamento britânico o obrigou a pedir um novo adiamento a Bruxelas. Chegou a dizer, durante o verão, que preferia estar morto numa vala do que a ter que o fazer. Quando o fez, foi em nome do Parlamento, enviando uma segunda carta aos líderes europeus a dizer que era contra essa possibilidade.

Antes, tinha conseguido aquilo que parecia impossível: que a União Europeia abrisse as negociações que dizia estarem fechadas e renegociasse um acordo de Brexit. Um que não inclui o polémico backstop, o mecanismo de salvaguarda para impedir uma fronteira física entre República da Irlanda e Irlanda do Norte.

O acordo de May previa que, na ausência de um acordo de livre comércio ou de uma solução alternativa no final do período de transição, o Reino Unido continuaria na união aduaneira europeia, com a Irlanda do Norte a seguir algumas das regras do mercado único.

Johnson e os seus apoiantes temiam que isso significasse manter o Reno Unido na União Europeia durante anos, pelo que o backstop desapareceu no seu acordo. Neste, a Irlanda do Norte sai da união aduaneira, mas mantém-se alinhada com o mercado único, com eventuais verificações alfandegárias no Mar da Irlanda.

O Brexit está agora previsto, no mais tardar, para 31 de janeiro, com Boris Johnson confiante que conseguirá negociar até ao final de 2020 um acordo comercial com a União Europeia.

Diante da ameaça de o seu acordo falhar no Parlamento britânico (numa altura em que se sucediam derrotas atrás de derrotas e em que a sua minoria diminuía pela deserção de vários deputados), Boris Johnson optou por levar a decisão para os eleitores e antecipar as eleições. A campanha ficou marcada por um só tema, com Boris a repetir até à exaustão o lema: “Let’s get Brexit done”, vamos cumprir com o Brexit.

As polémicas não fizeram mossa ao primeiro-ministro: nem a denúncia do Labour de que estará a negociar com os EUA a privatização do serviço nacional de saúde britânico, nem a recusa em enfrentar um dos jornalistas da BBC mais temidos pelos políticos do Reino Unido, Andrew Neil, ou o facto de ter metido um telemóvel de um jornalista ao bolso para aparentemente não comentar a foto de uma criança a dormir no chão de um hospital por falta de camas.

Boris entra em Downing Street com Carrie Symonds.
Boris entra em Downing Street com Carrie Symonds.© EPA/VICKIE FLORES

Na manhã desta sexta-feira, voltou a entrar triunfante no número 10 de Downing Street com a namorada, Carrie Symonds, que se mudou para a residência oficial do primeiro-ministro logo em julho (apesar do divórcio dele ainda não estar oficializado). O casal adotou um cão, Dilyn, que Boris levou na altura de votar.

(Este artigo foi adaptado de outro que foi publicado inicialmente em julho, após Boris Johnson vencer a eleição para a liderança do Partido Conservador e chegar pela primeira vez a Downing Street)

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