Hong Kong vive noite violenta e prepara-se para mais um domingo de protestos
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Correio do Pantanal

22 set 2019 às 09:23 hs
Hong Kong vive noite violenta e prepara-se para mais um domingo de protestos

As autoridades já encerraram as duas estações intermédias do comboio que liga o centro da cidade ao aeroporto internacional, para evitar uma possível interrupção do acesso às instalações aeroportuárias.

DN/Lusa

Hong Kong prepara-se para um dia de protestos, depois de uma noite em que a polícia usou gás lacrimogéneo contra alguns manifestantes, que por sua vez ergueram barricadas e atiraram ‘cocktails molotov’.

As autoridades já encerraram as duas estações intermédias do comboio que liga o centro da cidade ao aeroporto internacional, para evitar uma possível interrupção do acesso às instalações aeroportuárias.

De acordo com a emissora pública RTHK, há uma forte presença policial em várias estações.

No sábado, no 16º fim de semana de protestos na antiga colónia britânica, o dia começou com uma manifestação pacífica em Tuen Mun, no nordeste de Hong Kong, antes de escalar para um cenário mais violento.

“Luta pela tua liberdade” ou “libertem Hong Kong” foram algumas das palavras de ordem que se ouviram durante os protestos, de acordo com a Reuters. Os manifestantes ocuparam a zona de desembarque do aeroporto, bloquearam estradas e também estiveram na estação de metro.

Durante a noite de confrontos, apenas as pessoas com bilhetes tinham permissão para entrar no aeroporto. Também os serviços de autocarros foram afetados.

Manifestantes pró-China envolveram-se nos confrontos

“Eles estão apenas a expressar as suas reivindicações que eu considero legitimas”, disse à Reuters um cidadão de Hong Kong, identificado apenas como Chow.

Os confrontos envolveram também manifestantes pró-China, que tentaram eliminar mensagens contra o governo inscritas em paredes.

A polícia condenou a violência e afirmou que há feridos graves em confrontos entre pessoas como “visões diferentes”.

Hong Kong enfrenta, há mais de três meses, a mais grave crise política desde a sua entrega à China, em 1997, com ações e manifestações quase diárias exigindo reformas democráticas e denunciando a resposta policial, considerada brutal pelos manifestantes.

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