Greve global pelo clima leva milhares de manifestantes às ruas contra mudanças climáticas
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Correio do Pantanal

20 set 2019 às 15:16 hs
Greve global pelo clima leva milhares de manifestantes às ruas contra mudanças climáticas

Atos contra o aquecimento global ocorrem em 150 países, incluindo o Brasil, de acordo com os organizadores. Mais de 5 mil protestos são esperados, em uma sequência que deve terminar com uma manifestação em Nova York, Estados Unidos.

Por G1

Greve pelo Clima: na Austrália, manifestantes cruzam a ponte Victoria, em Brisbane. — Foto: AAP Image/Darren England/via Reuters

Greve pelo Clima: na Austrália, manifestantes cruzam a ponte Victoria, em Brisbane. — Foto: AAP Image/Darren England/via Reuters

A greve global pelo clima – que ocorre nesta sexta (20) em 150 países, incluindo o Brasil –, leva milhares de manifestantes às ruas. Eles exigem medidas concretas para frear as emissões de gases causadores do efeito estufa e combater o aquecimento global, informa a organização dos atos.

  • Multidões se reúnem em pontos turísticos como o Portão de Brandemburgo, em Berlim, a Abadia de Westminster, em Londres, e a Candelária, no Rio de Janeiro (veja imagens abaixo).
  • O maior ato é esperado em Nova York (Estados Unidos), onde ocorrerá a Cúpula pelo Clima da ONU na segunda-feira (23).
  • Dentre as principais pautas dos manifestantes estão as queimadas na Floresta Amazônica e na Indonésia, o aumento das temperaturas médias causado pelo aquecimento global e a redução das emissões de gás carbônico.
  • Jovens ativistas do clima como a sueca Greta Thunberg são expoentes nos protestos (leia mais abaixo).
  • Personalidades como o ator Leonardo DiCaprio e Dalai Lama convocaram manifestantes pelas redes sociais.

As manifestações ocorrem um dia antes da Cúpula pelo Clima, da Organização das Nações Unidas (ONU), que deverá ocorrer de 21 a 23 de setembro, em Nova York.

Greve pelo Clima: Na Alemanha, manifestante segura cartaz com frase sobre a Amazônia: 'A Amazônia não está queimando, está sendo queimada'. O protesto ocorre nesta sexta, 20 de setembro. — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

Greve pelo Clima: Na Alemanha, manifestante segura cartaz com frase sobre a Amazônia: ‘A Amazônia não está queimando, está sendo queimada’. O protesto ocorre nesta sexta, 20 de setembro. — Foto: Wolfgang Rattay/Reuters

A greve pelo clima tem origem no “Fridays For Future” (Sextas-feiras Pelo Futuro, em inglês), que ganhou repercussão com a adolescente sueca de 16 anos Greta Thunberg.

Desde 2018, Greta falta às aulas nas sextas-feiras para protestar pelo clima. A iniciativa rendeu a indicação ao Prêmio Nobel da Paz e fez com que diversas outras greves se espalhassem pelo mundo. No Brasil, ao menos duas mobilizações tiveram repercussão nacional, uma em março e outra em maio deste ano.

Para esta sexta, estão programados mais de 5 mil eventos em todo o mundo em 150 países, incluindo o Brasil, em uma sequência que deve terminar com uma manifestação em Nova York.

Segundo especialista, 2020 é visto como o ano chave no combate ao aquecimento global, para que governantes tomem medidas para manter o aumento das temperaturas médias globais abaixo de 1,5ºC até o final deste século, e as emissões de dióxido de carbono (CO2) reduzidas em 45% até 2030.

Manifestantes de mais de cem países protestam contra o aquecimento global

Manifestantes de mais de cem países protestam contra o aquecimento global

Apoio

O líder espiritual dos budistas tibetanos, Dalai Lama, publicou uma mensagem na sua conta oficial do Twitter apoiando as manifestações. “Esta é provavelmente a geração mais jovem que tem sérias preocupações com a crise climática e seus efeitos no meio ambiente. Eles estão sendo muito realistas sobre o futuro. Eles veem que precisamos ouvir os cientistas. Nós devemos encorajá-los.”, afirmou.

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