Trump diz que vai impedir o seu ex-conselheiro de segurança de testemunhar
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Correio do Pantanal

11 jan 2020 às 21:16 hs
Trump diz que vai impedir o seu ex-conselheiro de segurança de testemunhar

Numa entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, que enfrenta um processo de impeachment, avançou a possibilidade de invocar o privilégio executivo para impedir o testemunho de John Bolton, justificando-se com o superior interesse da Casa Branca.

Donald Trump e John Bolton, ex-conselheiro de segurança desde setembro de 2019
Donald Trump e John Bolton, ex-conselheiro de segurança desde setembro de 2019© Brendan Smialowski / AFP

DN

Até setembro último, o republicano conservador John Bolton foi o conselheiro de segurança de Donald Trump e será isso que torna valioso o seu testemunho num julgamento para apurar se o presidente dos Estados Unidos usou o cargo e a Casa Branca num esquema que envolvia a troca de favores políticos e militares com o governo da Ucrânia e a interferência deste nas últimas eleição americanas em seu favor.

John Bolton, que até agora se tinha mostrado indisponível para falar, declarou recentemente que daria o seu testemunho se para isso fosse intimado. Num comunicado divulgado no início do ano, disse que avaliou as sérias questões que estão em causa, pesando as suas obrigações, como cidadão e como ex-conselheiro de segurança nacional e concluiu que estava preparado para testemunhar.

Mas em entrevista a Laura Ingraham, na Fox News, sexta-feira à noite, Donald Trump, ao seu estilo coloquial, e contraditório, disse que “adoraria que todos testemunhassem”, incluindo Bolton, o secretário de Estado Mike Pompeo e o chefe de gabinete interino Mick Mulvaney, para logo acrescentar um “mas”.

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“Mas há coisas que não se pode fazer do ponto de vista do privilégio executivo. Especialmente um conselheiro de segurança nacional. Não pode tê-lo a explicar todas suas afirmações sobre segurança nacional a respeito da Rússia, da China, da Coreia norte, tudo. Simplesmente não pode fazer isso”, disse à entrevistadora, que lhe perguntou então se isso significava que iria invocar o privilégio executivo para impedir John Bolton de testemunhar. “Acho que tem que ser, a bem do gabinete.”

Espera-se que Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes, envie na próxima para o Senado os dois artigos de impeachment: por abuso de poder e obstrução do Congresso.

O testemunho de John Bolton poderia ser decisivo para o resultado do processo, mas além da possibilidade de invocação do privilégio executivo para o impedir de falar, há ainda a de nenhuma testemunha ser chamada a depor, independentemente do pronunciamento de Trump.

O republicano Mitch McConnell, líder da maioria no Senado, defende que nenhuma testemunha deve ser chamada, enquanto os democratas procuram o apoio de pelo menos quatro dos seus opositores na Câmara, para permitir testemunhas.

Dada a correlação de forças entre republicanos e democratas, é pouco provável a destituição de Donald Trump (seria necessária uma maioria de dois terços para uma condenação), daí a importância de ouvir testemunhas.

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