EUA podem ultrapassar meio milhão de mortos por covid-19 no próximo mês, diz Biden
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Correio do Pantanal

21 jan 2021 às 21:22 hs
EUA podem ultrapassar meio milhão de mortos por covid-19 no próximo mês, diz Biden

Há 2 horas

O presidente dos EUA, Joe Biden, fala sobre a resposta de seu governo à covid-19, em discurso na Casa Branca em Washington DC, nos EUA, em 21 de janeiro de 2021.
Legenda da foto,’Vivemos em uma emergência nacional. É hora de a tratarmos como uma’, disse Biden

Em seu segundo dia de governo, Joe Biden deu prioridade ao combate à pandemia do novo coronavírus.

Em um discurso inteiramente dedicado a esta crise, o presidente americano fez um prognóstico trágico, ao dizer que os Estados Unidos “provavelmente” ultrapassarão a marca de meio milhão de vítimas fatais da covid-19 no próximo mês.

A doença já cobrou até agora a vida de mais de 408 mil pessoas no país, o mais afetado no mundo pelo Sars-CoV-2.

Mas Biden procurou manter a esperança em dias melhores. “Vai levar meses para mudarmos as coisas. Mas deixe-me ser claro, vamos superar isso, vamos superar essa pandemia. A ajuda está a caminho”, disse o presidente americano.ADVERTISEMENThttps://0702246ac42a08bc56b6e9d0be9e9c01.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Biden anunciou seu plano de combate à covid-19, implementado por meio da assinatura de dez ordens executivas. “Nossa estratégia nacional é abrangente, baseada na ciência, não na política”, afirmou.Pule Talvez também te interesse e continue lendoTalvez também te interesse

“No último ano, não pudemos contar com o governo federal para agir com a urgência, o foco e a coordenação de que precisávamos”, disse Biden, criticando a forma como o governo do seu antecessor, Donald Trump, lidou com a pandemia.

“E vimos o custo trágico desse fracasso”, prosseguiu ele, observando que os Estados Unidos registraram de 3 mil a 4 mil mortes por dia nas últimas semanas.

Biden disse ainda que a vacinação realizada pelo governo Trump também foi um “fracasso até agora”.

Ele acrescentou que 20% das mortes no mundo por covid-19 ocorreram nos Estados Unidos, apesar do país ter 4% da população mundial.

Biden destacou que o vírus afetou “desproporcionalmente” negros, latinos e indígenas, que têm quatro vezes mais chances de necessitar de tratamento hospitalar e três vezes mais chances de morrer de coronavírus.

O presidente americano reiterou seu apelo aos americanos para “usarem máscaras pelos próximos 99 dias”. “Isso tornou-se uma questão partidária, infelizmente, mas é um ato patriótico”, declarou.

Ele também anunciou que usar uma máscara seria um requisito para qualquer viagem interestadual.

Todos os passageiros aéreos internacionais terão que ficar em quarentena na chegada aos Estados Unidos, acrescentou.

Biden concluiu seu discurso dizendo que está “ansioso” para trabalhar com o Congresso para combater a pandemia. “Vivemos em uma emergência nacional. É hora de a tratarmos como uma.”

O que prevê o plano de Biden?

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assina uma ordem executiva após falar durante um evento sobre a resposta de seu governo à covid-19, com a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, à esquerda, na Casa Branca, em Washington DC, nos EUA, em 21 de janeiro de 2021.
Legenda da foto,Ordens executivas que compõem o novo plano não exigem aprovação do Congresso, mas dependem que parlamentares aprovem pacote de estímulo para financiá-las

Após o discurso, Biden assinou as ordens executivas que impulsionarão a luta contra a covid-19 nos Estados Unidos.

Em uma ruptura com o que vinha sendo praticado por Trump, a nova política americana enfatiza uma estratégia nacional em vez de depender dos Estados para decidir o que é melhor fazer.

Embora as ordens executivas não exijam a aprovação do Congresso, muito do financiamento para as medidas planejadas depende de um enorme pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão (R$ 10,2 trilhões) anunciado por Biden na semana passada.

Ele precisará da cooperação do Senado e da Câmara dos Representantes para que o pacote seja aprovado sem problemas.

O objetivo é aplicar 100 milhões de doses de vacinas até o final de abril e reabrir a maioria das escolas com segurança em até 100 dias. Centros de imunização serão instalados em estádios e centros comunitárias.

Haverá mais recursos para os governos locais ajudarem a combater a pandemia, e um novo centro de comando foi criado para para coordenar a resposta nacional ao coronavírus.

A Lei de Produção de Defesa será usada para acelerar a produção de equipamentos de proteção individual e suprimentos essenciais necessários para a produção de vacinas.

Trump usou a mesma legislação para aumentar a produção de itens que estavam em falta no ano passado.

Além das regras já anunciadas sobre o uso de máscaras e o distanciamento social em todas as propriedades do governo federal, as máscaras se tornarão obrigatórias em muitos aviões e trens.

“O que estamos herdando é muito pior do que poderíamos ter imaginado”, disse Jeff Zients, coordenador da nova força-tarefa americana contra a covid-19.

Em mais uma mudança em relação ao governo anterior, o principal conselheiro médico de Biden, Anthony Fauci, disse que os Estados Unidos passarão a fazer parte do Covax, consórcio criado para fornecer vacinas aos países pobres.

Falando por meio de uma chamada de vídeo para a Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra, Fauci também enfatizou que o país continuará a financiar a entidade, em linha com a decisão de Biden de reverter a decisão de Trump de sair da OMS.

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