Estado Islâmico reivindica ataque que matou 27 pessoas em Cabul

Correio do Pantanal

26 ago 2021 às 20:18 hs
Estado Islâmico reivindica ataque que matou 27 pessoas em Cabul

Mariana AlbuquerqueOntem às 14:56

Um ataque suicida matou, esta quinta-feira, pelo menos 27 pessoas, entre as quais 12 militares americanos, nas imediações do aeroporto de Cabul, no Afeganistão. EUA garantem que operação de retirada vai continuar.

Defesa confirma que os quatro militares portugueses em Cabul estão bem

Poucas horas depois do aviso de ameaça terrorista emitido pelos EUA, Reino Unido e Austrália, duas explosões junto ao aeroporto de Cabul fizeram, pelo menos, 27 mortos, confirmou o Pentágono. Ainda assim, de acordo com as últimas informações da BBC, o número deverá ser bastante superior, chegando aos 60. O ataque já foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

Os EUA confirmaram, ao início da noite desta quinta-feira, que o atentado matou 12 militares americanos, ferindo outros 15. Num comunicado partilhado no Twitter pelo porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano, John Kirby, o Pentágono descreve o ataque como “hediondo”, endereçando condolências às famílias dos militares mortos em serviço. Embora não haja confirmação oficial, há relatos de uma terceira explosão, horas depois do duplo atentado junto ao aeroporto.

A ONG italiana Emergency avançou, também no Twitter, que cerca de “60 pessoas feridas no ataque ao aeroporto” chegaram ao seu hospital, na capital afegã.

Os dois ataques foram causados por bombistas suicida. A imprensa internacional dá ainda conta de que ocorreram minutos depois de os talibãs terem disparado contra um avião italiano que descolava de Cabul. Um dos portões de entrada do aeroporto (Abbey) foi atingido pela explosão. Trata-se de um dos portões que foram fechados após os avisos de ameaça terrorista.

Inicialmente foi avançada apenas uma explosão, mas o Ministério da Defesa da Turquia explicou que foram registadas duas, informação entretanto confirmada pelo Pentágono. A segunda ocorreu junto ao Baron Hotel, perto do portão Abbey.

Segundo o comandante central das Forças Armadas dos EUA, general McKenzie, “os ataques do ISIS vão continuar“.

O Ministério da Defesa confirmou que os quatro militares portugueses em Cabul estão bem.

Em declarações à RTP na quarta-feira, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, adiantou que os quatro militares estão a trabalhar “dentro do aeroporto”, por não existirem condições para saírem do local, tendo como missão “ajudar” os indivíduos que constam nas listas prioritárias a “entrar dentro do aeroporto e a passar para os aviões”.

“É uma missão de risco, com certeza que é, porque toda a situação é uma situação extremamente delicada e difícil. Os nossos militares estão preparados e treinados para isso, com todas as qualidades necessárias para desempenhar bem a sua missão”, afirmou Gomes Cravinho na altura

Talibãs “condenam veemente” o atentado

Numa publicação no Twitter, o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, garantiu que o grupo “condena veementemente” o ataque no aeroporto de Cabul, “cuja segurança está nas mãos das forças americanas”.

Mujahid frisou ainda que o Emirado Islâmico está a prestar “muita atenção à segurança e proteção do seu povo”.

As primeiras fotografias após o atentado foram partilhadas nas redes sociais pelo jornalista Barzan Sadiq, que avançou logo que havia militares americanos entre as vítimas.

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