Vistoria em presídio que provocou protestos em MS apreende 89 armas e 52 barras de ferro

Correio do Pantanal

19 abr 2018 às 07:55 hs
Vistoria em presídio que provocou protestos em MS apreende 89 armas e 52 barras de ferro

Operação no presídio de Dourados (MS) gerou princípio de rebelião em três unidades prisionais do estado como forma de manifestação.

Homens do BpChoque entraram no presídio de MS por volta das 7 horas (Foto: Moisés Conquista/TV Morena)

Homens do BpChoque entraram no presídio de MS por volta das 7 horas (Foto: Moisés Conquista/TV Morena)

A operação na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), a 214 km de Campo Grande, que começou por volta das 7h (de MS) desta quarta-feira (18) apreendeu 89 armas artesanais, 40 barras de ferro e 12 canos de ferro – retirados das estruturas das próprias celas.

Além disso, os agentes também encontraram durante a vistoria celulares, sete carregadores, quatro fones de ouvido, dois chips, 136 gramas de maconha e 164 gramas de cocaína. A vistoria foi realizada no raio 2 e Cadeia Linear com a participação de cerca de 30 agentes penitenciários e 100 policiais do Batalhão de Choque.

Segundo a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a ação é da Vara de Execuções Penais da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), com a intenção de auxiliar agentes penitenciários a recolherem armas jogadas por drones no local.

Ao todo, 2.295 detentos permanecem no presídio, sendo que a capacidade é de 718 internos. Conforme a assessoria da Agepen, os policiais retiraram os internos da cela para fazerem as revistas e apreensões. A direção também informou que a ação já estava programada no cronograma de vistorias da agência.

A Sejusp informou que alguns internos foram resistentes e os policiais tiveram de usar a força para os agentes fazerem a vistoria. A medida provocou protestos nas unidades de Campo Grande, Três Lagoas e Dois Irmãos do Buriti, que logo foram controladas.

Em janeiro deste ano, um drone que sobrevoava o Presídio de Segurança Máxima foi abatido a tiros por policiais militares e agentes penitenciários. A suspeita é que o equipamento fazia o voo na intenção de jogar alguma coisa dentro da unidade de segurança. O suposto controlador fugiu levando um embrulho. Já o aparelho foi apreendido.

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