Vai a 10 número de mortos no Japão após passagem do tufão ‘Jebi’

Correio do Pantanal

5 set 2018 às 10:23 hs
Vai a 10 número de mortos no Japão após passagem do tufão ‘Jebi’

Tufão mais poderoso a atingir o país nos últimos 25 anos ainda deixou cerca de 300 feridos.


Por Agencia EFE

Aeroporto Kansai, em Osaka, inundado pelo tufão Jebi (Foto: Hiroko Harima / Kyodo News / via AP)
Aeroporto Kansai, em Osaka, inundado pelo tufão Jebi (Foto: Hiroko Harima / Kyodo News / via AP)

O forte tufão “Jebi”, que arrasou na terça-feira (4) a metade ocidental do Japão, deixou pelo menos dez mortos e 300 feridos, de acordo com os últimos números divulgados nesta quarta (5) pelo ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga.

“Jebi”, o tufão mais poderoso a atingir o país nos últimos 25 anos, deixou em sua passagem fortes chuvas, transbordamento de rios e ventos que superaram os 210 km/h, causando grandes danos materiais em prédios e veículos.

A maioria das vítimas sofreram quedas causadas por rajadas de furacão ou foram atingidas por objetos projetados pelo vento.

As companhias aéreas japonesas cancelaram quase 800 voos entre terça e esta quarta, e o aeroporto mais afetado foi o de Kansai (Osaka), que foi inundado deixando presas cerca de 5 mil pessoas que foram retiradas em 25 ônibus e uma balsa.

O Aeroporto Internacional de Kansai permanecerá fechado por tempo indeterminado, depois que as companhias All Nippon Airways, Japan Airlines e Peach Aviation cancelaram 184 voos domésticos e internacionais.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, cancelou uma viagem que faria para Kyushu, ilha no sul do Japão, para supervisionar a resposta do governo ao tufão e garantiu em sua página do Facebook que farão “todo o possível ” para implantar os serviços de emergência e reconstruir as infraestruturas danificadas.

Mais de 1,6 milhão de residências sofreram cortes de eletricidade em Osaka e em regiões próximas, como a cidade de Kyoto, por isso, durante a noite as companhias de energia elétrica trabalharam para restabelecer o fornecimento de quase 50% dos imóveis afetados, informou o governo.

Além disso, um grupo de 160 alunos de escolas primárias que estavam em um alojamento rural de Kyoto ficaram incomunicáveis desde o dia anterior, por conta das estradas bloqueadas com as árvores que caíram.

Duas dessas crianças tiveram que ser transferidas pela manhã em helicóptero após terem adoecido durante a noite, explicaram fontes do Conselho de Educação local, como divulga a agência de notícias “Kyodo”.

Várias empresas também foram afetadas, entre elas a subsidiária da Toyota Motor, a Daihatsu Motor, que parou a produção nas fábricas situadas em Kyoto e Osaka ou a companhia de tecnologia Panasonic, que suspendeu as atividades na província de Shiga.

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