Trump tentou silenciar “coelhinha” com quem manteve relação

Correio do Pantanal

17 fev 2018 às 07:07 hs
Trump tentou silenciar “coelhinha” com quem manteve relação

Karen McDougal foi a Playmate do ano 1998 e conheceu o atual Chefe de Estado dos EUA em 2006

Donald Trump relacionou-se com uma modelo da Playboy três meses depois da atual mulher, Melania, ter dado à luz. Segundo a “coelhinha”, o atual Presidente dos EUA quis pagar-lhe depois das relações sexuais e tentou chegar a acordo – com um cheque de 150 mil dólares (cerca de 120 mil euros) – para que ela não tornasse pública a relação.

A história é contada através de um documento manuscrito de oito páginas que o jornal The New Yorker obteve. Na carta, Karen McDougal detalhou o seu alegado caso com Trump que terá durado nove meses – de junho de 2006 a abril de 2007. Trump estava casado com Melania há dois anos e asua atual mulher acabara de dar à luz o filho mais novo do Presidente norte-americano, Barron.

O documento foi fornecido ao New Yorker por um amigo de McDougal, mas a ex-Playmate confirmou à revista que a caligrafia no documento lhe pertence. A história foi publicada esta sexta-feira e veio reavivar uma polémica que estalou pouco antes das eleições em que Trump chegou à Presidência dos EUA.
O manuscrito descreve como Trump alegadamente se relacionou com McDougal – pagando jantares num bangalô privado no Beverly Hills Hotel, oferecendo dinheiro depois da primeira vez que fizeram sexo e reembolsando-a pela viagem. A modelo, que foi a Playmate do ano 1998, costumava visitar o atual Chefe de Estado norte-americano no famoso Beverly Hills Hotel, onde Trump pedia sempre o mesmo prato: bife e puré de batatas. E nunca bebia álcool, segundo Karen.

Karen McDougal comentou com vários amigos sobre o seu relacionamento com o atual Presidente dos EUA e várias fontes terão confirmado que a “coelhinha” falava sobre o assunto no seu círculo mais íntimo. Aliás, terá sido ela quem decidiu acabar com a relação, uma vez que Trump era casado e ela receava que a sua mãe descobrisse e criticasse o seu modo de vida.

Durante a relação, Trump também fez comentários que a “coelhinha” achou desrespeitosos, como chamar a sua mãe, que tinha uma idade muito próxima da de Trump, de “velha”, e também fazia referências aos genitais dos homens negros.

“Esta é uma história antiga e são apenas mais notícias falsas. O Presidente diz que nunca teve um relacionamento com McDougal”, reagiu o porta-voz da Casa Branca.

Depois de terminar o caso, o McDougal terá assinado um acordo concedendo à “American Media, Inc.”, a editora do National Enquirer – uma revista que publica material favorável a Trump – a propriedade exclusiva da história, por um valor de 150 mil dólares (120 mil euros). No entanto, a empresa – dirigida por David Pecker, um amigo pessoal de Trump – nunca publicou a história.

De acordo com o The New Yorker, esta foi uma forma de “silenciar” Karen McDougal. A revista alega que não publicou a notícia por não a achar “credível”. Jerry George, ex-editor sénior da “American Media, Inc.” disse à The New Yorker que Pecker “compra e mata histórias rotineiramente”, e que “protege Trump”. “Nós nunca imprimimos uma palavra sobre Trump sem a sua aprovação”, disse George à New Yorker.

A empresa também terá concordado em publicar colunas regulares da Playmate sobre envelhecimento e bem-estar, e “apresentá-la proeminentemente” em duas capas de revistas.

Entretanto, a alegada amante de Donald Trump terá ficado arrpendida de ter assinado o contrato.
“Ficaram com os meus direitos”, disse McDougal. “Neste ponto, sinto que não posso falar sobre nada sem entrar em problemas, porque não sei do que é que posso falar. Tenho medo de mencionar o seu nome [Trump]”.

O National Enquirer apoiou Trump durante toda a sua campanha presidencial. Quando acusado, David Pecker enviou um comunicado ao Wall Street Journal – o primeiro a divulgar a história – alegando que era pública a sua amizade com Trump e negou que a “American Media Inc” tenha tentado esconder informações prejudiciais sobre Donald Trump.

A publicação da história acontece depois do advogado pessoal de Trump, Michael Cohen, alegar que pagou 130 mil dólares (104 mil euros) a Stephanie Clifford, uma estrela de filmes pornográficos que usa o nome artístico Stormy Daniels, ainda antes das eleições de 2016. Clifford terá tido um encontro sexual com o Presidente norte-americano , mas Trump “nega veementemente” qualquer relação.
Tal como aconteceu com McDougal, Clifford terá sido impedida de contar a sua história, porque também assinou um acordo de não divulgação.

Trump enfrentou várias acusações de casos extraconjugais antes de ser eleito Presidente. Pelo menos 15 mulheres acusaram o marido de Melania de má conduta sexual, incluindo agressão sexual, assédio sexual e comportamento obsceno. Trump negou as alegações e, em determinado momento, ameaçou processar seus acusadores, embora ainda não o tenha feito.

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