Governo de MS se prepara para receber venezuelanos que chegaram a Roraima

Correio do Pantanal

16 fev 2018 às 07:50 hs
Governo de MS se prepara para receber venezuelanos que chegaram a Roraima

Governo do Estado informou que vai ter estrutura para imigrantes

 Correio do Estado

O presidente Michel Temer assinou hoje (15) medida provisória (MP) que trata da assistência emergencial para os venezuelanos que migraram para Roraima fugindo da crise no país vizinho.

A MP determina ações emergenciais nas áreas de proteção social, saúde, educação, direitos humanos, alimentação e segurança pública. Entre as medidas, estão a oferta de atividades educacionais, formação e qualificação profissional e de infraestrutura e saneamento para as famílias venezuelanas que estão vivendo em Roraima em situação precária.

A medida provisória também prevê ajuda na mudança dos imigrantes venezuelanos que quiserem ir para outros estados do Brasil, a chamada interiorização. No documento, não há menção a repasse direto de verba da União para Roraima.

Temer também assinou um decreto que institui as competências do Comitê Federal de Assistência Emergencial, criado na última segunda-feira (12) para lidar com a questão. Dez ministérios estão envolvidos no comitê, além da Casa Civil, que o presidirá, e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI).

Para fugir da crise política e econômica na Venezuela, diariamente imigrantes ingressam no Brasil pela fronteira com Roraima. A prefeitura de Boa Vista estima que cerca de 40 mil venezuelanos tenham entrado na cidade. O número corresponde a mais de 10% da população local, de cerca de 330 mil habitantes.

EM MATO GROSSO DO SUL

O Governo de Mato Grosso do Sul se prepara para receber imigrantes venezuelanos que chegaram a Roraima nas últimas semanas por conta da crise política do país vizinho. O Estado possui o Comitê para Atendimento de Regugiados, Migrantes e Apátridas (Cerma) desde 2016 e já está em contato com o Governo Federal.

Conforme a titular da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), que coordena o comitê, já há contato com Brasília sobre o assunto.

“Não podemos ficar parados. Ainda não recebemos um comunicado oficial dessa necessidade de acolher os venezuelanos, mas já estamos em contato com Brasília. Mato Grosso do Sul não foi citado por acaso, mas pela excelência das suas ações”, afirma a secretária Elisa Nobre.

A secretária explica que o Governo sul-mato-grossense está se preparando para prestar auxílio humanitário aos refugiados e amenizar o impacto para quem vem e para quem mora em Mato Grosso do Sul. Ela descartou qualquer possibilidade de o Estado “fechar” as fronteiras.

“Precisamos entender que eles não vêm para roubar postos de trabalho, mas para somar. Ninguém gosta de deixar a sua casa. Eles vêm por necessidade. Precisamos nos preparar, gestores e cidadãos”, diz.

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