TCU decide não prorrogar bloqueio de bens de Dilma por prejuízos com compra de Pasadena

Correio do Pantanal

25 out 2018 às 14:19 hs
TCU decide não prorrogar bloqueio de bens de Dilma por prejuízos com compra de Pasadena

Por Laís Lis, G1 — Brasília


A ex-presidente Dilma Rousseff — Foto: Fernando Moreno/Futura Press/Estadão Conteúdo
A ex-presidente Dilma Rousseff — Foto: Fernando Moreno/Futura Press/Estadão Conteúdo

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira (24) não renovar a medida que bloqueava os bens de ex-membros do Conselho de Administração e da Diretoria da Petrobras, entre eles a ex-presidente Dilma Rousseff, por prejuízos causados pela compra da Refinaria de Pasadena.

Em outubro do ano passado, o TCU havia determinado o bloqueio dos bens para ressarcir a estatal por prejuízo de US$ 580 milhões causado pela compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

O bloqueio teve duração de um ano e, nesta quarta, o plenário do TCU decidiu não prorrogar a medida.

Além de Dilma, tiveram os bens bloqueados: o ex-ministro Antônio Palocci; Claudio Luis da Silva Haddad; Fábio Colletti Barbosa; Gleuber Vieira; e o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli.

Todos eles eram membros do Conselho de Administração da Petrobras quando foi aprovada a compra de 50% da refinaria de Pasadena, em 2006.

Na época, Dilma Rousseff era ministra da Casa Civil no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e presidia o Conselho de Administração da estatal.

A refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos — Foto: Richard Carson/Petrobras
A refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos — Foto: Richard Carson/Petrobras

Pasadena

Em 2006 o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a compra de 50% da refinaria de Pasadena por US$ 360 milhões. O valor foi muito superior que os US$ 42,5 milhões pagos um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira.

Depois, em 2012, a Petrobras foi obrigada a comprar 100% da unidade, antes compartilhada com a empresa belga. Ao final, aponta o TCU, o negócio custou à Petrobras US$ 1,2 bilhão.

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