Presos fazem greve de fome por maus-tratos e PCC ameaça com ‘salve geral’

Correio do Pantanal

19 abr 2018 às 08:30 hs
Presos fazem greve de fome por maus-tratos e PCC ameaça com ‘salve geral’

Depen confirma greve de fome e nega acusações dos detentos

​Suposto comunicado do PCC que circula em redes sociais convoca membros da facção criminosas para alerta geral, depois de presos do presídio federal de Campo Grande, aderirem a greve de fome em protesto a supostas agressões e maus-tratos na unidade. O ato de manifestação dos internos começou há duas semanas.

O texto informa que os internos reclamam de “descaso” na penitenciária que estaria servindo comida azeda, além do desrespeito com familiares em dias de visita e agressões por parte de agentes. “Convocamos todos irmãos e companheiros de todos os estados para estarem em alerta pois não iremos admitir que nossos irmãos e companheiros sejam agredidos e tratados da forma que estão sendo”, diz a nota.

No aviso, o PCC pede que um juiz federal vá até a unidade para escutar os presos, que segundo o comunicado, “vivem sob total opressão e maus-tratos”.

Em resposta, o Depen (Departamento Penitenciário Nacional) confirmou a greve de fome dos internos e informou que os presos e recebem atendimento médico dentro da unidade.

“São improcedentes as afirmações de maus tratos. As penitenciárias federais são modelo de respeito integral aos princípios constitucionais de legalidade, individualização da pena e respeito dignidade da pessoa humana”, afirmou o Depen.

O Depen explicou ainda que já “oficiou sobre o movimento de greve de fome a todos os órgãos relacionados à execução penal no sistema penitenciário federal. São eles: o juiz corregedor federal, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública Federal

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