Polícia Civil e MP-RJ prendem 15 suspeitos de integrar milícias em São Gonçalo e Maricá

Correio do Pantanal

24 set 2018 às 08:37 hs
Polícia Civil e MP-RJ prendem 15 suspeitos de integrar milícias em São Gonçalo e Maricá

Por Felipe Freire, TV Globo


Um dos presos na Operação Gerais, contra milícias — Foto: Reprodução/TV Globo
Um dos presos na Operação Gerais, contra milícias — Foto: Reprodução/TV Globo

Uma das equipes enfrentou intenso tiroteio em Itaboraí, onde há um braço armado de um dos núcleos paramilitares. Não há informações de feridos.

Estão na mira da força-tarefa três grupos distintos:

  1. O chefiado por Anderson Cabral Pereira, o Sassa, em Porto Velho, Porto Novo e Pontal, em São Gonçalo; Sassa já estava preso;
  2. O de Luis Claudio Freires da Silva, o Zado, em Engenho Pequeno e Zumbi, em São Gonçalo; Zado foi preso esta manhã.
  3. O comandado por Wainer Teixeira Júnior, em Itaipuaçu e Inoã, em Maricá. Wainer já estava preso.
Mapa localiza as regiões sob o poder de paramilitares — Foto: Infográfico: Juliane Souza/G1

Mapa localiza as regiões sob o poder de paramilitares — Foto: Infográfico: Juliane Souza/G1

Os criminosos são suspeitos de cometer dezenas de homicídios nas duas cidades, em disputas por território e na cobrança de serviços. A polícia também investiga se as quadrilhas contam com o apoio de PMs do 7º BPM (São Gonçalo).

Os grupos impõem segurança privada e controlam o transporte por van, pontos de televisão clandestina e a venda de botijões de gás de cozinha, além de obrigar a comercialização de cigarros clandestinos.

As investigações apontam que algumas ordens partem de dentro do Complexo Penitenciário de Bangu, mais precisamente da Cadeia Pública Bandeira Stampa, Bangu 9.

A operação é conduzida pela Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-RJ.

Homicídios levaram à quadrilha

De acordo com a delegada Bárbara Lomba, titular da unidade, as investigações tiveram início em janeiro deste ano a partir de informações de inquéritos de homicídios na área de Neves, em São Gonçalo. A apuração levou os investigadores a Felipe Raoni da Silva, conhecido como Mineirinho, apontado como o autor dos crimes.

Com base em interceptações telefônicas autorizadas pela justiça, o núcleo de inteligência da especializada constatou que Mineirinho prestava serviço para dois dos grupos criminosos.

Os paramilitares ingressavam no território a partir do assassinatos de traficantes de drogas ou assaltantes e assumiam o domínio do local alegando que iriam trazer paz e tranquilidade a comerciantes e moradores.

Após assumirem o controle do território, o que chamavam de “ganho de chão”, os milicianos faziam o “aumento da folha” iniciando a cobrança de “taxa de segurança”. Os valores eram cobrados de acordo com o tipo de negócio, podendo chegar até R$12 mil por estabelecimento.

Em alguns casos, os milicianos expulsavam familiares de rivais tomando os imóveis para a organização criminosa. Além das extorsões e a cobrança das “taxas de segurança” os criminosos exploravam ilegalmente os serviços de gás e TV a cabo.

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