Pastor cumpre prisão em Viana após morte de filho e enteado em incêndio

Correio do Pantanal

30 abr 2018 às 10:07 hs
Pastor cumpre prisão em Viana após morte de filho e enteado em incêndio

Irmãos morreram carbonizados no dia 21 de abril, quando o quarto deles pegou fogo, em Linhares, Norte do estado.

 

 

 

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Pastor é preso em investigação sobre incêndio que matou irmãos em Linhares (Foto: Reprodução / TV Gazeta )

O pastor Georgeval Alves Gonçalves, de 36 anos, vai cumprir os 30 dias de prisão temporária no Centro de Detenção Provisória de Viana II, na Grande Vitória. Ele é pai de Joaquim e padrasto de Kauã, de 3 e 6 anos, que morreram carbonizados em um incêndio em Linhares, no Norte do Espírito Santo, e foi preso na manhã deste sábado (28).

George chegou ao presídio de Viana em um carro da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) por volta das 14h. Ele foi preso por volta das 6h da manhã, em um hotel de Linhares, e foi levado para a delegacia, de onde saiu algemado.

O pastor foi para o Serviço Médico Legal de Linhares e não falou com a imprensa. Em seguida, a polícia o levou para a penitenciária de Linhares. Horas depois, ele foi levado para Viana.

Pastor preso em investigação sobre morte de filho e enteado é levado para presídio em Viana (Foto: Roberto Pratti / TV Gazeta)

Prisão

A polícia fez o pedido da prisão do pastor à Justiça na noite de sexta-feira (27). Um mandado de prisão temporária, de 30 dias, foi expedido pelo juiz Grécio Grégio por volta das 2h da madrugada deste sábado. Segundo autoridades, ele estava atrapalhando as investigações.

A Polícia Civil informou que o pastor planejava deixar linhares rumo a outras cidades; que ele mantinha contato frequente com testemunhas e que os depoimentos dele foram contraditórios e inconsistentes.

Em uma decisão que está sob segredo de Justiça, a juíza Patrícia Duarte determinou a quebra do sigilo telefônico do pastor e da mulher dele no período de 16 a 25 de abril. Além disso, a juíza autorizou a extração de dados do celular apreendido com o pastor e ordenou que as informações recolhidas sejam manipuladas apenas pelo delegado Romel Pio de Abreu Junior, que está investigando o caso em Linhares.

Por telefone, a mãe das crianças, Juliana Salles, disse que estava muito abalada com a notícia, mas que esperava pela prisão do marido por conta da linha de investigação da polícia. Ainda assim, ela afirmou que não desconfia de George.

Irmãos morreram carbonizados em incêndio em Linhares, ES (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Incêndio

O incêndio aconteceu na casa da família, no Centro de Linhares, na madrugada do dia 21 de abril. Na residência, estavam dormindo o pastor George Alves, o filho Joaquim e o enteado Kauã, mas as chamas atingiram apenas o quarto dos meninos. A mãe das crianças, Juliana Salles, estava em um congresso em Minas Gerais junto com o filho mais novo do casal.

O pastor disse, em entrevista, que ouviu os gritos das crianças e tentou entrar no quarto que pegava fogo.

A terceira perícia na casa onde houve o incêndio foi feita nesta sexta-feira. Peritos, policiais civis e promotores do Ministério Público Estadual participaram. Os trabalhos no local só terminaram depois de quase quatro horas, por volta das 20h30.

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