Novos bombardeios atingem Guta Oriental, na Síria, após ONU aprovar cessar-fogo

Correio do Pantanal

25 fev 2018 às 10:56 hs
Novos bombardeios atingem Guta Oriental, na Síria, após ONU aprovar cessar-fogo

Ocorreram bombardeios em Al Shifunia, Harasta, Kafr Badna e Yisrin, segundo informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Jovem é resgatado após ataque em Guta Oriental, no sábado (24)  (Foto: Syrian Civil Defense White Helmets via AP)

Jovem é resgatado após ataque em Guta Oriental, no sábado (24) (Foto: Syrian Civil Defense White Helmets via AP)

As forças governamentais sírias retomaram neste domingo (25) bombardeios e ataques de artilharia contra a região de Guta Oriental, reduto opositor na periferia de Damasco, mesmo depois de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter aprovado um cessar-fogo de 30 dias.

Nesta manhã ocorreram dois bombardeios na cidade de Al Shifunia. As forças leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, também lançaram mísseis em Harasta, Kafr Badna e Yisrin, segundo informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Apesar de também ter acontecido combates entre as forças governamentais e o grupo Exército do Islã, a ONG afirmou que a noite passada foi a mais tranquila desde o começo da escalada militar em Guta Oriental há uma semana, já que não houve registro de mortes.

Estes combates, que aconteceram em Al Shifunia, com armas pesadas e metralhadoras, são os primeiros que ocorrem na região desde o início da intensificação dos bombardeios, no domingo (18).

Membros do Conselho de Segurança da ONU votaram neste sábado (24) resolução que pede trégua de 30 dias na Síria (Foto: REUTERS/Eduardo Munoz)

Membros do Conselho de Segurança da ONU votaram neste sábado (24) resolução que pede trégua de 30 dias na Síria (Foto: REUTERS/Eduardo Munoz)

Desde a primeira hora da manhã de deste domingo (8) caíram seis mísseis terra-terra em Harasta, outros quatro projéteis em Kafr Badna e Yisrin e outros quatro em Hamuriya, enquanto Al Shifunia foi alvo de dois bombardeios, segundo o Observatório.

No entanto, a resolução exclui do cessar-fogo os grupos terroristas Estado Islâmico (EI) e Organismo de Libertação do Levante, aliança criada em torno da Frente Al Nusra, nome da antiga filial síria da Al Qaeda que, segundo o governo sírio, está presente em Guta Oriental.

Em uma semana de intensos ataques aéreos, de artilharia e com mísseis, a região contabilizou a morte de pelo menos 510 pessoas, entre elas 127 menores de idade, segundo os últimos números divulgados pelo Observatório.

Guta Oriental

Guta Oriental é um antigo destino de viagens de final de semana para os moradores da capital síria, Damasco, e atualmente um dos últimos redutos de rebeldes que lutam contra o regime do ditador Bashar Al-Assad.

O cerco a Guta Oriental teve início em 2013, dois anos depois de explodir a guerra na Síria. Nesta região, de cerca de 100 quilômetros quadrados, 400 mil pessoas vivem cercados por forças pró-Damasco.

Apesar de ser isolada e bombardeada há anos, desde o último domingo Guta Oriental é alvo de uma nova campanha aérea lançada pelo regime de Assad e seu aliado, a Rússia.

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