Mianmar rejeita resolução de tribunal internacional de investigar êxodo rohingya

Correio do Pantanal

8 set 2018 às 09:37 hs
Mianmar rejeita resolução de tribunal internacional de investigar êxodo rohingya

Mais de 700 mil pessoas de minoria muçulmana foi expulsa para Bangladesh em 2017. Presidência do país divulgou um comunicado em que “rejeita absolutamente a decisão”.


Por Agencia EFE

Refugiados rohingya que fugiram de Mianmar são vistos perto de Cox's Bazar, em Bangladesh, em 10 de outubro de 2017 (Foto: Reuters/Damir Sagolj/File Photo)
Refugiados rohingya que fugiram de Mianmar são vistos perto de Cox’s Bazar, em Bangladesh, em 10 de outubro de 2017 (Foto: Reuters/Damir Sagolj/File Photo)

O Governo de Mianmar rejeitou neste sábado (8) a resolução do Tribunal Penal Internacional (TPI) que permite ao organismo investigar a suposta expulsão da minoria muçulmana rohingya do país – e o procedimento de “irregular”.

“Mianmar rejeita absolutamente a decisão, que é o resultado de um procedimento errôneo e de duvidosa base legal”, afirmou o escritório da Presidência em comunicado publicado pelo jornal governista “The Global New Light of Mianmar”.

Com sede em Haia, o Tribunal Penal Internacional disse na quinta-feira (6) ter o poder de investigar a suposta deportação de mais de 700 mil pessoas da minoria muçulmana rohingya, do oeste de Mianmar para Bangladesh, em 2017.

O governo birmanês insistiu não ter obrigação de respeitar a decisão do tribunal por não ter feito parte do tratado que estabeleceu sua fundação.

Apesar de Mianmar não ser signatário do Estatuto de Roma (a carta de fundação do TPI), o tribunal concluiu que os supostos crimes acabaram sendo cometidos em Bangladesh, país que ratificou o texto.

Mas o governo de Mianmar afirma que a decisão do tibunal é “o resultado de má-fé, irregularidades processuais e uma falta geral de transparência”.

Refugiados da minoria muçulmana Rohingya fazem fila para obter ajuda humanitária em Cox's Bazar (Foto: Cathal McNaughton/Reuters)
Refugiados da minoria muçulmana Rohingya fazem fila para obter ajuda humanitária em Cox’s Bazar (Foto: Cathal McNaughton/Reuters)
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