Mato Grosso do Sul já recebeu 71,7 mil imigrantes neste ano

Correio do Pantanal

8 set 2018 às 09:44 hs
Mato Grosso do Sul já recebeu 71,7 mil imigrantes neste ano

Principal rota para a chegada ao Estado tem sido Corumbá

 
DA REDAÇÃO

“Eu fazia faculdade na República Dominicana, era particular, minha mãe pagava para mim, mas ela não tinha mais condições de pagar. Como eu sabia dessa imigração intensa, minha mãe decidiu comprar a passagem para eu vir e também o visto, que custou US$ 200”.

Quem conta a história é Wadner Abfalon, 29 anos, que é haitiano, mas mora em Mato Grosso do Sul desde 2014. Ele diz que a escolha de sua mãe em ajudá-lo a vir para o país tropical foi por “dois motivos: primeiro trabalhar, segundo  para concluir minha faculdade de Letras, que era muito importante para ela”.

Abfalon é um entre tantos estrangeiros que, seja por questões econômicas seja políticas, escolheram o Brasil como destino e, dentro dele,  Mato Grosso do Sul.

Com 1,5 mil quilômetros de fronteira seca com Bolívia e Paraguai e após endurecimento da política migratória do Chile, o Estado virou porta de entrada de estrangeiros. Somente até julho deste ano, 71.761 pessoas ingressaram no Brasil por MS. Em todo 2017, foram 99.104 imigrantes, segundo dados da Polícia Federal.

A maioria vem de países vizinhos, como Paraguai e Bolívia, ou ainda de nações sem perspectiva diante da escassez de postos formais de trabalho e da miséria que os assola de forma crônica, como no caso de Venezuela, Síria, Colômbia e Haiti, que desde 2010 tenta se reerguer do terremoto.

“É uma esperança pra gente. Aqui eu me tornei professor, consegui trabalho, conquistei minha família. A gente vem mesmo para trabalhar, em busca de oportunidades, mas nada é fácil”, conta Wadner, que atualmente dá aulas de Francês num projeto da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e, nas horas vagas, ensina Português aos conterrâneos.

 

 

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