Marina diz que bancada ruralista ‘não representa conjunto do agronegócio’ e defende produção sustentável

Correio do Pantanal

7 set 2018 às 09:23 hs
Marina diz que bancada ruralista ‘não representa conjunto do agronegócio’ e defende produção sustentável

Candidata da Rede à Presidência concedeu entrevista à Rádio Globo. Presidenciável afirmou que país não tem como crescer sem pensar na integração do ‘meio ambiente com prosperidade econômica’.


Por G1, Brasília

Marina Silva durante entrevista à Rádio Globo em São Paulo (Foto: Reprodução/Rádio Globo)
Marina Silva durante entrevista à Rádio Globo em São Paulo (Foto: Reprodução/Rádio Globo)

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira (6) que a bancada ruralista no Congresso Nacional“não representa o conjunto do agronegócio” e defendeu produção agropecuária “sustentável” com uso de tecnologia.

Marina Silva deu a declaração durante entrevista à Rádio Globo em São Paulo ao ser questionada sobre como conseguirá governar, caso seja eleita, com uma bancada ruralista numerosa e com uma base aliada pequena no Legislativo.

“A gente não pode achar que o agronegócio é homogêneo. A bancada ruralista que tem no Congresso Nacional não representa o conjunto do agronegócio brasileiro que já avançou e avançou muito [em relação a questões ambientais]”, afirmou a candidata.

A presidenciável da Rede disse também que o “Brasil não tem como crescer, desenvolver-se, se não for pensando em integrar a proteção do meio ambiente com a prosperidade econômica”.

Ela disse ainda que é possível, utilizando tecnologia, produzir mais sem aumentar o desmatamento.

Na avaliação de Marina, parte do agronegócio já entendeu que precisa de tecnologia e sustentabilidade para colocar produtos em mercados “cada vez mais exigentes”, como o formado por países europeus.

Outros temas

Durante a entrevista, a candidata da Rede afirmou que se eleita transformará o Sistema Único de Saúde (SUS) no “plano de saúde dos brasileiros”, investirá na formação de médicos “generalistas” e especialistas em saúde da família, além de dividir o país em 400 regiões para integrar o atendimento à população.

Em relação à segurança pública, Marina disse que vai impedir que presos ordenem crimes do lado de fora das penitenciárias “não permitindo” que os detentos tenham acesso a celulares e internet.

Sobre educação, Marina disse que investirá, caso se eleja presidente, na formação de professores para viabilizar a implementação eficaz da reforma do ensino médio.

Ela também declarou que pretende “criar uma trajetória escolar onde cada etapa da aprendizagem seja validada como percurso para o curso superior”.

Conforme a candidata, conteúdos cursados no ensino médio poderão servir como créditos em cursos universitários.

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