Justiça nega novo júri e mantém 18 anos e 9 meses de prisão a acusado de matar a ex-mulher espancada

Correio do Pantanal

16 jul 2019 às 06:51 hs
Justiça nega novo júri e mantém 18 anos e 9 meses de prisão a acusado de matar a ex-mulher espancada

Por G1 MS

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) negou novo júri e manteve em 18 anos e 9 meses de prisão a condenação de um homem acusado de matar a ex-mulher espancada, em abril de 2016, em Nova Andradina, a 288 quilômetros de Campo Grande. O casal viveu junto por 25 anos, teve quatro filhos, e, com o fim do relacionamento, o acusado acreditava que ela tivesse envolvida com outra pessoa.

De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (15) pelo TJ, mesmo impedido judicialmente de se aproximar da ex, o homem a espancou quando ela foi até a casa onde moravam buscar pertences. Ela ficou hospitalizada e morreu no hospital dias depois.

O homem foi preso, submetido a júri popular e condenado. A defesa dele recorreu ao TJ pedindo a anulação do julgamento, sob a alegação de que houve impedimento de jurados, pois a cidade é pequena e o caso repercutiu muito, causando grande indignação na população. Disse também que as qualificadoras foram repetidas para solicitar a redução da pena-base.

Sobre a redução da pena-base, o juiz substituto em 2º grau Lúcio Raimundo da Silveira, relator do processo, apontou a existência de três circunstâncias judiciais desabonadoras. “Somente é possível novo julgamento perante o Tribunal do Júri quando a decisão dos jurados for manifestamente contrária às provas dos autos, o que não é o caso dos autos”.

Crime

Conforme a acusação, o relacionamento do casal foi marcado por brigas, agressões verbais e físicas. Por conta da situação, a mulher saiu de casa, pediu a separação e medida protetiva.

O homem foi oficiado sobre o impedimento de se aproximar da ex e informado de que ela iria buscar os pertences dela, sendo assim, não poderia estar no local. Ao oficial de Justiça demonstrou estar de acordo, ligou para os filhos e lhes disse que não precisariam estar em casa naquele dia, no entanto, esperou a mulher chegar.

A vítima foi até o imóvel em um táxi e ao perceber que o ex estava no local, pediu que o motorista parasse à frente do endereço. Mesmo assim o homem a viu, pegou a motocicleta dele, foi até o onde carro estava parado e arrancou do veículo e deu socos na cabeça dela.

A acusação fala ainda que o homem pisou no rosto da vítima e fugiu do local sem prestar socorro. A mulher foi socorrida por terceiros, levada ao hospital e morreu dias depois.

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