Interpol vai investigar se brasileiro preso que ostentava riqueza praticou crimes nos EUA

Correio do Pantanal

8 jul 2019 às 04:51 hs
Interpol vai investigar se brasileiro preso que ostentava riqueza praticou crimes nos EUA
Brasileiro de 23 anos tinha vida de ostentação com dinheiro do crime
Fantástico
G1
Brasileiro de 23 anos tinha vida de ostentação com dinheiro do crime

Brasileiro de 23 anos tinha vida de ostentação com dinheiro do crime

Gustavo Souza da Silva, de 23 anos, mora em Barueri, na Grande São Paulo e se exibia nas redes sociais com um monte de notas, inclusive, dólares. Ele não fez faculdade, não trabalha e não é de família rica, mas conseguia bancar tanta ostentação, segundo a polícia, com dinheiro da maior facção criminosa de São Paulo, com ramificações em outros estados e países.

A função dele no crime era recolher o dinheiro da venda de drogas e entregar para os chefes da quadrilha. A investigação estima que ele arrecadasse por volta de R$ 800 mil por mês. A polícia descobriu que Gustavo pegava o dinheiro do tráfico com pelo menos19 mulheres, a maioria da capital paulista. Elas são parentes de presos que comandam o tráfico.

Segundo as investigações, em troca, Gustavo recebia uma comissão da quadrilha e conseguia bancar outros luxos, como baladas com bebida à vontade, carrões e motos esportivas.

Gustavo ia com frequência para a Flórida, Estados Unidos. A mãe dele se casou com um americano. Na adolescência, ele chegou a morar lá e até conseguiu a cidadania americana, segundo a polícia, que o considera um criminoso de porte diferenciado dentro desse mundo.

As investigações revelaram que parte do dinheiro do tráfico recolhido pelo Gustavo ia para o chamado “setor da ajuda”. Trata-se de um grupo da quadrilha que fica fora dos presídios e é responsável por prestar auxílio aos seus integrantes. É o assistencialismo do crime. Segundo a polícia, o “setor da ajuda” tinha até 280 mil reais para distribuir por mês no estado de São Paulo.

Na quarta-feira (3), depois de sete meses de investigação, a polícia prendeu 19 mulheres e quatro homens. Um deles é o rapaz de 23 anos, que gostava de se exibir nas redes sociais.

Em depoimento à polícia, Gustavo confessou o envolvimento no crime, mas disse que ganhava pouco para pegar o dinheiro do tráfico e que ficava tirando foto do dinheiro dos outros.

Os investigadores de São Paulo vão fazer uma parceria com a Interpol para descobrir se Gustavo praticou crimes nos Estados Unidos também. Ele pode ser condenado a 43 anos de cadeia.

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