Inspetores recolhem amostras em Douma

Correio do Pantanal

22 abr 2018 às 10:30 hs
Inspetores recolhem amostras em Douma

A cidade de Douma foi tomada pelo exército sírio no dia 12

  |  EPA/YOUSSEF BADAWI

Missão cumprida duas semanas após bombardeamento e uma após chegada dos peritos. Rebeldes em perda junto a Damasco

Inspetores da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) visitaram Douma, na Síria, para recolher amostras de um ataque que terá acontecido há duas semanas. A equipa estava há vários dias a tentar chegar ao local, mas uma força de segurança da ONU, que fazia o reconhecimento do local, chegou a ser alvejada. A Rússia culpou os rebeldes; EUA e França acusaram Moscovo de obstruir o acesso à zona atacada.

A OPAQ esclareceu em comunicado que vai avaliar se precisa de fazer segunda visita a Douma. As amostras vão ser transportadas para a Holanda. Com base na análise dos resultados da amostra e de outras informações e materiais, a equipa irá tentar determinar se foram usadas armas químicas e, em caso afirmativo, quais. A OPAQ recebeu no dia 10 um pedido de Damasco para investigar o bombardeamento que, segundo organizações como os Capacetes Brancos, terá matado dezenas de pessoas com produtos químicos.

Estas acusações – negadas pelo governo de Assad bem como por Moscovo – desencadearam a retaliação dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido, no dia 14, quando bombardearam três instalações relacionadas com armas químicas.

No que respeita ao conflito, o regime de Assad continua a ganhar terreno nos arredores da capital. Depois de ter tomado Ghouta Oriental, segue-se o enclave de Qalamoun, 40 quilómetros a nordeste de Damasco. Após o exército russo ter intensificado o bombardeamento da localidade, as fações do Exército Sírio Livre renderam–se e estão em retirada para Idlib e Jarablus, territórios controlados pelos rebeldes junto à fronteira com a Turquia. Segundo a TV estatal síria são 3200 combatentes e famílias.

Agora, os exércitos sírio e dos aliados viram-se para o último enclave junto à capital, neste caso a sul: o bairro Al-Hajar al-Aswad, onde o Estado Islâmico e outros grupos estão presentes. O enclave inclui o campo de refugiados palestinianos de Yarmouk.

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