Haddad diz que, ‘na maioria dos casos’, criação de ministérios não leva à criação de despesa

Correio do Pantanal

19 set 2018 às 12:08 hs
Haddad diz que, ‘na maioria dos casos’, criação de ministérios não leva à criação de despesa

Por G1 SC, Itajaí


Candidato do PT, Fernando Haddad, faz campanha em São Paulo e Santa Catarina
Jornal Nacional
Candidato do PT, Fernando Haddad, fez campanha em São Paulo e Santa Catarina

Candidato do PT, Fernando Haddad, fez campanha em São Paulo e Santa Catarina

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (18) que a criação de ministérios nem sempre leva à criação de despesas para o governo.

O petista se encontrou no início da tarde com representantes do setor da pesca em Itajaí (SC), num ato de campanha. Ele foi questionado sobre as políticas para a área e falou sobre o extinto Ministério da Pesca, criado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003 e incorporado ao Ministério da Agricultura em outubro de 2015, no governo Dilma.

“Na maioria dos casos é uma reorganização do quadro do pessoal para dar foco em um determinado setor que tem um alto potencial de desenvolvimento. No caso da pesca, às vezes eu vejo a imprensa perguntar, vai diminuir ou aumentar o número de ministérios? Como se isso fosse representar alguma economia para o governo”, disse Haddad.

“Às vezes a imprensa trata a criação dos ministérios como criação de despesa. E isso não é verdade na maioria dos casos”, completou o candidato.

Haddad não se comprometeu com a criação de um novo Ministério da Pesca, mas disse que formará uma equipe específica para atender o setor.

“A Presidência da República vai ter uma equipe organizada para receber e dar consequência às demandas do setor, que tem altíssimo potencial de geração de emprego e renda no nosso país”, afirmou.

Previdência social

Haddad também falou sobre Previdência Social. O candidato disse que terá como foco inicial os regimes próprios dos estados, municípios e União. Segundo ele, depois vai analisar outros regimes de previdência.

Para Haddad, os regimes próprios são prioritários porque estados e municípios estão em dificuldades financeiras e, em muitos casos, não dão conta da folha salarial.

“O nosso foco inicial são os regimes próprios de aposentadoria, que são os regimes de estados, municípios e União. Esse contingente de pessoas representa uma boa parte do problema. E os governadores não estão conseguindo sequer pagar a folha de salário em dia”, disse o candidato.

Petrobras

Em Florianópolis, Haddad disse não ser “razoável” que a Petrobras seja vista como uma “empresa de mercado”. Ele disse que, se eleito, retomará a política de preços que era aplicada na estatal na época do governo Lula.

“A Petrobras tem um poder dado pela lei que precisa ser observado. Então nós vamos retomar, o próprio governo Temer reconheceu o erro, e já tem promovido algumas mudanças, mas nós pretendemos retomar a política de preços da época do Governo Lula”, disse o petista.

O candidato Fernando Haddad (PT) deu entrevista após ato de campanha em Itajaí (SC) — Foto: Reprodução/NSC TV

O candidato Fernando Haddad (PT) deu entrevista após ato de campanha em Itajaí (SC) — Foto: Reprodução/NSC TV

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