Forças de segurança fazem segundo dia de operações em comunidades da Zona Norte do Rio

Correio do Pantanal

21 ago 2018 às 08:30 hs
Forças de segurança fazem segundo dia de operações em comunidades da Zona Norte do Rio

Tropas permanecem em comunidade da Penha, Alemão e Maré. Dois militares foram mortos na operação desta segunda (20). Moradores são orientados a não sair de casa.


Por Bom Dia Rio

Homens das forças de segurança continuam ocupando as comunidades Penha, Alemão e Maré, na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira (21). Pela primeira vez desde o começo da intervenção, militares morreram em uma ação. Dois homens do Exército perderam a vida em confronto com bandidos.

O militar João Viktor da Silva, de 21 anos, foi morto no Complexo da Penha, por volta das 17h40, após ser atingido na cabeça. Ele chegou a ser socorrido para o Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu.

Pela manhã, o cabo Fabiano de Oliveira Santos morreu após ser atingido no ombro por disparo na localidade conhecida como Serra da Misericórdia. O militar foi socorrido, mas morreu antes de ser hospitalizado.

Além de Fabiano, o soldado Marcus Vinícius Viana Ribeiro foi ferido na perna durante a mesma troca de tiros, mas foi hospitalizado e não corre risco de morte.

Balanço da operação na segunda-feira:

  • 2 militares mortos e outro ferido
  • 5 suspeitos mortos
  • 60 presos
  • 4 granadas, 2 pistolas e 552 kg de droga apreendidos
  • 2 carros recuperados
  • 550 mil moradores de 26 comunidades afetados
Uma mulher passa por um tanque do Exército durante operação no Complexo do Alemão, no Rio de janeiro (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Uma mulher passa por um tanque do Exército durante operação no Complexo do Alemão, no Rio de janeiro (Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo)

De acordo com relatos de moradores, muitas pessoas não conseguiram sair de suas casas em função da intensa troca de tiros. A orientação teria partido dos próprios militares.

“Está muito complicado, está saindo muito tiro, nós, moradores, não sabemos como agir. Nós sabemos que nessa disputa de poder só quem se prejudica é o morador, quem não tem nada a ver. Ninguém conseguiu sair de casa, acredito que as aulas tenham sido suspensas, muita gente não conseguiu sair para trabalhar. Eu acho que começou umas 4h, e muita gente estava indo trabalhar, então você não consegue fazer nada, só ficar dentro de casa abaixado no chão”, relatou um morador da Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha.

Um ônibus foi incendiado na Linha Amarela, perto do Complexo do Alemão. Em seu perfil no Twitter, a Polícia Militar informou que ocorreram “atos criminosos” na via expressa.

Ônibus em chamas na Linha Amarela, altura de Bonsucesso (Foto: Narayanna Borges/ GloboNews)

Ônibus em chamas na Linha Amarela, altura de Bonsucesso (Foto: Narayanna Borges/ GloboNews)

“O ônibus incendiado é fruto de uma determinação da criminalidade para que a população atrapalhe o nosso avanço. A população fica refém, não tem como dizer que não vai fazer, e acaba cometendo essas ações”, afirmou o coronel.

A via chegou a ser bloqueada no sentido Barra, mas foi liberada no fim da manhã. Houve congestionamento nos dois sentidos.

O BRT interrompeu parcialmente a circulação no corredor Transcarioca em realização de manifestações com vandalismo na Penha. Até 13h10, a movimentação entre Madureira e Galeão seguia interrompida.

Um possível vazamento da operação desta segunda levou traficantes a tentar reforçar a quadrilha que age na Maré, na noite de domingo (19). Quatro criminosos da Baixada Fluminense foram presos na Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, quando se deslocavam para o conjunto de favelas.

ATENÇÃO: Comente com responsabilidade, os comentários não representam a opnião do Jornal Correio do Pantanal. Comentários ofensivos e que não tenham relação com a notícia, poderão ser retirados sem prévia notificação.

%d blogueiros gostam disto: